Enfermeira desistiu de diploma para abrir empresa de massagem em Goiânia e agora projeta faturar R$ 31 milhões no ano

Fast Massagem começou no Setor Marista, mas planeja ter 100 franquias até final de 2027

Natália Sezil -
Mayra Morais em frente à fachada da Fast Massagem.
Mayra Morais em frente à fachada da Fast Massagem. (Foto: Acervo pessoal)

Abrir mão da segurança de uma profissão já consolidada, arriscar um negócio de franquias e trocar um diploma por um sonho – todos esses fatores fazem parte de um cálculo que poderia terminar em pesadelo. Para Mayra Morais, fundadora da Fast Massagem, no entanto, o resultado foi completamente diferente.

A empresária era enfermeira em Goiânia, mas resolveu apostar em uma sala de massagens ainda em 2013. Com o tempo, a proposta foi tomando tamanho, ganhando sócios e investimento, e se tornando o que é hoje: uma rede que projeta faturamento anual de R$ 31 milhões e busca acumular 100 franquias até o final de 2027.

A rede foi a primeira a atender sem hora marcada no Brasil  e, atualmente, tem 16 unidades em operação distribuídas entre sete estados brasileiros. Além de Goiás, está no Distrito Federal, Tocantins, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.

Depois de anos no ramo, Mayra descreveu ao Portal 6 que “a Fast é minha história e minha vida”. Mas quando volta ao passado, explica que tudo teve início há mais de uma década: “quando me formei, fui trabalhar com massagem em 2012. Montei minha primeira sala em 2013, cobrava R$ 199 mensal para fazer todos os dias”.

Mayra Morais começou com sala de massagem em Goiânia.

Mayra Morais começou com sala de massagem em Goiânia. (Foto: Acervo pessoal)

A empresária explica que foi muito aconselhada a desistir, mas que o interesse continuou. “Minha avó sempre me falou uma frase: nunca desista dos seus sonhos, é melhor te chamarem de louca do que de boba”.

Com isso em mente, ela escolheu continuar se aperfeiçoando, ao longo de três gravidezes e uma pandemia, até se especializar em uma nova metodologia de massagens. Quando começou a Covid-19, Mayra já empregava 12 pessoas. “Tive que fechar tudo”.

O desafio fez ela quase retornar à antiga profissão: “tentei voltar para a enfermagem, só que grávida e no Covid, ninguém queria contratar”. Restou insistir no objetivo. A ideia do que a empresa é hoje surgiu há apenas três anos.

Sala de massagem no interior da empresa.

Sala de massagem no interior da empresa. (Foto: Divulgação)

“Em 2023, surgiu a ideia de montar a Fast Massagem junto com os meus sócios. Nós inauguramos em novembro, e após 72 horas vendemos a primeira unidade, sem saber se ia dar certo ou não”, relembra.

 

A partir daí, a fundadora encontrou novos obstáculos. Um deles foram “as portas fechadas”, enquanto o outro foi geográfico: “o maior desafio do empreender é você passar sua essência e se fazer ser validado em outra cidade sem estar lá”.

Ideia nasceu em frente a uma casa

Mayra conta que caminhava em frente a uma casa, que viria a se tornar sede da Fast Massagem, muito antes de a empresa começar. Descreve que “passava orando e profetizando” para que começasse a marca ali. Gostava do endereço porque passava todos os dias – a sala onde atendia até então era duas quadras abaixo – e porque pensava que “o Marista é o coração de Goiânia”, onde tudo acontece.

O que era um sonho pôde se tornar realidade com a ajuda dos sócios, que decidiram investir R$ 1 milhão na abertura do negócio. Com 16 unidades em operação e outras 20 franquias já comercializadas, a expectativa é encerrar o ano com 40 unidades vendidas e ultrapassar 100 operações até o final de 2027.

Fachada da Fast Massagem atualmente.

Fachada da Fast Massagem atualmente. (Foto: Divulgação)

Um dos pilares que impulsiona a vontade é a participação na ABF Franchising Expo 2026, maior feira de franquias da América Latina. Para Mayra, que foi até São Paulo participar do evento, trata-se de posicionamento da marca. “É uma marca validada, que tem suporte contínuo”.

Futuro

Para os planos futuros, ela compartilha que quer manter as surpresas que encontrou ao longo do caminho e a responsabilidade com os franqueados. “Minha maior surpresa foi ver a minha franqueada de Belo Horizonte faturar tão bem longe de mim. Meu franqueado de Palmas, também”.

“Tem muita gente que só tem aqueles R$ 300 mil para investir, que é o dinheiro de uma vida toda. Não estou brincando com a sorte do meu franqueado, porque não é só o meu sonho, vira o nosso sonho. Acho que é muita responsabilidade uma pessoa investir na sua marca”, relata.

“Por isso pego na mão. Eu que treino toda a equipe da massoterapia, toda a metodologia. Não é só montar o negócio, você vai estar dentro da operação”.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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