Após ser rejeitado em mais de 100 vagas de emprego, jovem de 17 anos abre o próprio lava-jato na porta de casa e hoje vê as oportunidades baterem à sua porta

Caso de adolescente viraliza ao transformar a falta de entrevistas em um pequeno negócio, montando um lava-jato na calçada de casa

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Batista Cervini abruiu lava-jato aos 17 anos
(Foto: Reprodução)

Depois de receber mais de 100 respostas negativas em buscas de emprego, Batista Cervini decidiu mudar a estratégia. Aos 17 anos, o jovem montou um lava-jato improvisado na porta de casa, em Tecumseh, Canadá.

A iniciativa nasceu após uma sequência frustrante de candidaturas. Segundo a CBC News, Batista procurava uma vaga de entrada para juntar dinheiro para a faculdade, mas não conseguiu sequer uma entrevista.

Diante das recusas, o adolescente resolver tomar a inciativa que precisava. Com baldes, mangueira e uma placa na calçada, ele começou a atender motoristas que passavam pela Lesperance Road, cobrando U$ 20 por carro lavado.

O jovem passou a trabalhar das 11h30 às 20h30 e chegou a lavar cerca de quatro a cinco carros por dia. Cada atendimento levava aproximadamente meia hora.

Mercado difícil para iniciantes

A história de Batista ganhou repercussão também porque expõe uma dificuldade maior. A região de Windsor, onde fica a cidade do adolescente, registou em 2024 uma das maiores taxas de desemprego jovem entre áreas metropolitanas do Canadá, segundo levantamento local.

Dados do Statistics Canada também apontam que esse público enfrenta um mercado de trabalho mais desafiador desde 2024, com maior dificuldade para conseguir as primeiras vagas.

Da rejeição às oportunidades

A virada ocorreu quando a história viralizou. Empregadores que antes não haviam aberto espaço passaram a oferecer entrevistas, enquanto moradores foram até o lava-jato para prestar apoio.

Um empresário local do ramo de lavagem automotiva também apareceu para ajudá-lo durante u dia de trabalho. O gesto ampliou a visibilidade do pequeno negócio.

Batista pretende usar o dinheiro para estudar e se tornar paramédico. Assim, o lava-jato deixou de ser uma resposta aos “nãos” e virou um caminho para o futuro que ele tenta construir.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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