Aos 18 anos, estudante de escola técnica criou filtro de R$ 5 contra a poluição da farinha de mandioca e ganhou prêmio nacional
Uma descoberta desenvolvida perto de casa chamou atenção pela criatividade e impacto coletivo alcançado nacionalmente

Aos 18 anos, a estudante Beatriz Vitória da Silva, da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, em Pernambuco, conquistou o segundo lugar na categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista ao desenvolver uma solução de baixo custo para reduzir a poluição causada pela produção de farinha de mandioca.
O projeto nasceu a partir da observação de um problema enfrentado pela comunidade quilombola onde ela vive, no município de Carnaíba, e mostrou como a pesquisa pode contribuir para melhorar a qualidade de vida da população.
Ao lado de outros três estudantes e com orientação da escola, Beatriz criou o FiltroPinha, sistema produzido com cascas da fruta-pinha para ajudar a diminuir a toxicidade da manipueira, resíduo líquido gerado durante a fabricação da farinha de mandioca.
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O filtro tem custo aproximado de R$ 5 e foi pensado como uma alternativa acessível para comunidades produtoras, contribuindo para reduzir os impactos ambientais e os riscos à saúde causados pelo descarte inadequado desse resíduo.
Solução criada na comunidade
Segundo a estudante, o projeto surgiu da convivência com a realidade local e da vontade de encontrar uma resposta prática para um problema que afetava diversas famílias. Dois integrantes da equipe pertencem à comunidade quilombola, o que facilitou a identificação das necessidades da região.
O desenvolvimento do trabalho contou com apoio do programa Mais Ciência na Escola, que incentiva a produção científica entre estudantes da educação básica.
Reconhecimento nacional
A pesquisa foi premiada em uma edição do Prêmio Jovem Cientista dedicada ao tema das mudanças climáticas e destacou a importância da ciência como ferramenta para enfrentar desafios ambientais.
Durante a cerimônia, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ressaltaram que iniciativas como essa estimulam novos talentos e aproximam o conhecimento científico das necessidades da sociedade.
Com mais de quatro décadas de história, o Prêmio Jovem Cientista reconhece estudantes e pesquisadores que desenvolvem soluções inovadoras para problemas do país.
A próxima edição terá como tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, reforçando o incentivo à criação de projetos capazes de gerar impacto social.
A trajetória de Beatriz Vitória demonstra que ideias simples, quando associadas à pesquisa e ao compromisso com a comunidade, podem produzir resultados relevantes para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
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