Profissões mais pagam e não precisam de faculdade, segundo especialistas

Levantamentos mostram que cursos técnicos, certificações e concursos podem abrir caminho para salários altos sem diploma universitário

Gustavo de Souza -
Profissões mais pagam e não precisam de faculdade, segundo especialistas
(Foto: Ilustração/Magnific)

Ganhar bem sem diploma universitário ou de faculdade é possível, mas não significa entrar no mercado sem preparo. Algumas das profissões com remuneração mais alta fora da faculdade exigem cursos técnicos, certificações, experiência prática, concursos ou licenças específicas.

Levantamentos com base em dados do Caged, da Petrobras, da Força Aérea Brasileira (FAB) e de entidades de formação profissional, apontam carreiras como piloto comandante, mergulhador profissional, petroleiro, controlador de voo e maquinista de metrô entre as opções que podem oferecer um salário acima da média.

O que essas carreiras têm em comum

A principal diferença está no tipo de qualificação. Em vez de graduação tradicional, essas áreas costumam cobrar treinamento específico, domínio técnico e capacidade de atuar sob pressão.

No caso da aviação, por exemplo, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que a habilitação de piloto depende de requisitos como idade, escolaridade, conhecimento, experiência, instrução de voo e aptidão psicofísica. Para piloto de linha aérea, o serviço do governo federal aponta exigência de ensino médio completo, licença anterior e idade mínima.

Salários variam conforme risco e experiência

Na área de petróleo, os ganhos podem crescer por causa de adicionais ligados ao tipo de trabalho. O ACT 2025-2027 da Petrobras prevê, por exemplo, adicional de periculosidade de 30% e regras de remuneração mínima por nível e regime.

A FAB também mantém formação para controle de tráfego aéreo. Segundo a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), o profissional atua no controle de aeronaves civis e militares em torres, centros de controle e áreas de defesa aérea.

Já no transporte sobre trilhos, levantamentos com base no Novo Caged mostram que maquinistas de trem metropolitano têm remuneração relevante no regime CLT, embora os valores mudem conforme região, empresa e acordo coletivo.

Por isso, especialistas reforçam que o caminho sem faculdade pode ser promissor, mas exige planejamento. A remuneração alta costuma aparecer depois de qualificação, experiência e atuação em setores de maior responsabilidade.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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