Segundo a psicologia, quem cresceu antes do smartphone desenvolveu uma habilidade que desapareceu nas novas gerações
Especialistas apontam que a infância sem celulares favoreceu o desenvolvimento de competências ligadas à atenção

Antes dos smartphones se tornarem parte da rotina, era comum memorizar números de telefone, consultar mapas de papel, esperar respostas e encontrar formas de se entreter sem uma tela. Segundo a psicologia, essas experiências ajudaram a desenvolver habilidades cognitivas que hoje são menos estimuladas.
Isso não significa que as novas gerações sejam menos capazes. Na prática, o cérebro se adapta às ferramentas disponíveis em cada época. No entanto, pesquisadores observam que algumas competências, como a atenção sustentada e a memória de trabalho, passaram a ser menos exercitadas com a popularização dos dispositivos móveis.
Atenção e memória eram treinadas no dia a dia
Sem acesso imediato à internet, muitas tarefas dependiam da própria memória. Era preciso decorar endereços, telefones, horários e até o caminho para determinados lugares.
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Além disso, atividades como leitura prolongada, jogos de tabuleiro e brincadeiras ao ar livre exigiam concentração por mais tempo. Esses hábitos contribuíam para exercitar funções cognitivas importantes, como planejamento, autocontrole e resolução de problemas.
Hoje, parte dessas demandas foi transferida para os smartphones. Calendários, aplicativos de navegação e buscadores facilitam a rotina, mas também reduzem a necessidade de memorizar determinadas informações.
O cérebro continua aprendendo
Pesquisadores destacam que a tecnologia não torna o cérebro “pior”. Ela apenas muda a forma como as pessoas processam informações e resolvem desafios.
Enquanto gerações anteriores desenvolveram mais habilidades relacionadas à memorização e à atenção contínua, os mais jovens costumam apresentar maior familiaridade com ambientes digitais, capacidade de localizar informações rapidamente e facilidade para utilizar diferentes ferramentas tecnológicas.
Por isso, especialistas defendem o equilíbrio. Reservar momentos longe das telas, praticar leitura, exercitar a memória e realizar atividades que exijam concentração são estratégias que podem beneficiar pessoas de qualquer idade.
Segundo a psicologia, o mais importante não é ter crescido antes ou depois do smartphone, mas garantir que o cérebro continue sendo desafiado. Afinal, a capacidade de aprender e criar novas conexões permanece ao longo de toda a vida quando recebe estímulos adequados.
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