A psicologia explica que quem separa as louças na hora de lavar costuma ter um traço específico de personalidade

O jeito que você organiza a pia pode revelar mais sobre você do que parece

Layne Brito -
A psicologia explica que quem separa a louça na hora de lavar costuma ter um traço específico de personalidade
(Foto: Reprodução/Captura de Tela/Youtube)

Antes mesmo de abrir a torneira, algumas pessoas já separaram os copos, empilharam os pratos, reuniram os talheres e deixaram as panelas para o final.

Para quem observa de fora, o ritual pode parecer exagero ou perda de tempo. No entanto, esse comportamento pode estar relacionado a um traço de personalidade bastante estudado pela psicologia: a conscienciosidade.

Ela faz parte do modelo conhecido como Big Five, que organiza as diferenças de personalidade em cinco grandes dimensões: abertura a experiências, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo.

Segundo a Associação Americana de Psicologia, a conscienciosidade envolve a tendência de uma pessoa ser organizada, responsável e dedicada ao que faz.

Por que algumas pessoas organizam a louça antes de lavar

Separar a louça por tipo funciona como uma espécie de microplanejamento.

Antes de iniciar a tarefa, a pessoa observa o que está na pia, define uma sequência e organiza os itens para tornar o processo mais previsível.

Esse hábito pode ser compatível principalmente com uma das facetas da conscienciosidade conhecida como ordenação, relacionada à preferência por ambientes limpos, organizados e com cada objeto em seu devido lugar.

Estudos também relacionam a conscienciosidade à capacidade de pensar nas etapas necessárias para alcançar determinado objetivo.

Na pia, isso pode significar começar pelos copos, seguir para os talheres e pratos e deixar as panelas mais engorduradas para o final.

Entretanto, o modo de lavar a louça, isoladamente, não é suficiente para definir a personalidade de ninguém.

(Imagem: Ilustração)

Hábito não serve como diagnóstico

Quem separa os objetos antes de lavar não necessariamente possui um nível elevado de conscienciosidade.

A organização também pode ter sido aprendida com os pais, desenvolvida no trabalho ou adotada simplesmente porque facilita a limpeza.

Da mesma forma, quem pega cada objeto aleatoriamente não possui nenhum problema psicológico.

Pessoas menos apegadas a sequências podem ser mais espontâneas e adaptar a maneira de realizar uma tarefa de acordo com a situação.

A psicologia não classifica um estilo como melhor que o outro. A conscienciosidade é medida em uma escala, e cada pessoa pode apresentar níveis diferentes do traço.

Outros comportamentos relacionados à organização

A preferência por planejamento também pode aparecer em outras atividades domésticas, como:

  • fazer uma lista antes de ir ao supermercado;
  • guardar objetos sempre no mesmo lugar;
  • organizar os alimentos por categoria;
  • dobrar as roupas logo após retirá-las do varal;
  • limpar pequenos espaços para evitar o acúmulo de sujeira.

Esses hábitos não comprovam, sozinhos, determinado tipo de personalidade. Ainda assim, quando aparecem de forma recorrente, podem indicar uma preferência maior por rotina, organização e previsibilidade.

É possível se tornar uma pessoa mais organizada?

Embora os traços de personalidade sejam relativamente estáveis, eles não permanecem completamente parados durante toda a vida.

Pesquisas mostram que aspectos da conscienciosidade podem mudar conforme a idade, as experiências pessoais e as responsabilidades assumidas ao longo do tempo.

Por isso, criar listas, estabelecer horários e dividir tarefas em etapas pode ajudar alguém a desenvolver comportamentos mais organizados.

No fim, separar copos, pratos e talheres antes da lavagem não permite fazer um diagnóstico psicológico.

O hábito, porém, pode oferecer uma pequena pista sobre a maneira como aquela pessoa prefere lidar com as tarefas: primeiro organiza, depois coloca a mão na massa.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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