Funcionário que recebia mais R$ 40 mil por mês é demitido após empresa descobrir o que ele fazia durante o expediente
Comportamento repetido chamou a atenção da instituição e levou a uma investigação detalhada sobre a rotina da profissional

Um salário elevado, décadas de experiência e um cargo de responsabilidade não foram suficientes para impedir que uma gerente bancária perdesse o emprego após a empresa investigar a rotina dela durante o expediente.
A profissional trabalhava desde 1999 em uma instituição financeira na Espanha e comandava sozinha uma pequena agência.
Por isso, dependia dela abrir o local, atender os clientes e cumprir os procedimentos internos de segurança.
- Um açougueiro me contou: quando o cliente é gente boa, ele indica essas carnes: são as melhores e mais baratas
- Faxineira que trabalhava limpando salas de faculdade transformou um sonho em realidade: aos 60 anos, Leana vai se tornar advogada na mesma instituição onde começou tirando o pó das carteiras
- Aprendi com minha avó: o ingrediente secreto para deixar o arroz delicioso e soltinho
As suspeitas começaram depois que atrasos, fechamentos inesperados e ausências frequentes passaram a ser identificados.
Diante da situação, o banco decidiu verificar os horários registrados e os períodos em que a unidade permanecia sem atendimento.
Empresa descobriu idas ao cabeleireiro
Durante a apuração, a instituição constatou que a gerente fechava a agência durante o expediente para resolver compromissos pessoais.
Entre eles, estavam idas a um salão de cabeleireiro.
O episódio, entretanto, não foi o único motivo da demissão.
Segundo a decisão judicial, a funcionária acumulava atrasos, saídas antecipadas e ausências prolongadas sem justificativa.
A investigação também indicou que ela alterava os registros do sistema de controle de jornada.
Dessa forma, os horários anotados nem sempre correspondiam ao período em que a agência estava realmente aberta.
As irregularidades ocorreram de forma repetida entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024.
A demissão disciplinar foi aplicada em abril daquele ano.

(Foto: Dilvulgação)
Justiça manteve a demissão
A funcionária contestou a decisão e alegou que a punição havia sido desproporcional.
No entanto, o Tribunal Superior de Justiça do País Basco manteve a dispensa ao considerar graves e reiteradas as condutas identificadas.
Na época, a gerente recebia um salário bruto mensal de € 7.345.
O valor correspondia a mais de R$ 40 mil, conforme a cotação utilizada pelas publicações que noticiaram o caso.
A Justiça espanhola entendeu que as ausências comprometiam o funcionamento da unidade, especialmente porque ela era a única funcionária do local.
O fechamento também contrariava procedimentos de atendimento e segurança do banco.
Embora o cabeleireiro tenha se tornado o detalhe mais comentado, a decisão levou em conta o conjunto de irregularidades.
O caso envolveu o descumprimento recorrente do horário, o fechamento da agência e a tentativa de esconder as ausências no sistema de ponto.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








