As frases que os pais nunca deveriam dizer aos filhos para não prejudicar a autoestima, segundo a psicologia

Comparações, ameaças e rótulos negativos podem fazer com que a criança associe erros à própria identidade e se sinta menos valorizada

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
frases que os pais não deveriam dizer aos filhos
(Foto: Reprodução)

Palavras ditas durante momentos de irritação podem permanecer por muito tempo na memória dos filhos. Por isso, psicólogos alertam para frases que humilham, ameaçam, comparam ou colocam em dúvida o valor da criança.

Uma fala isolada não determina o desenvolvimento emocional de alguém. No entanto, quando esse tipo de comunicação se repete, a criança pode começar a enxergar a si mesma a partir dos rótulos utilizados pelos adultos.

Pesquisas relacionam a exposição frequente a ameaças, ridicularização e humilhação na infância a piores indicadores de bem-estar mental na vida adulta.

“Você não faz nada direito”

Essa frase transforma um erro específico em uma avaliação sobre toda a capacidade da criança.

Em vez disso, os pais podem explicar qual comportamento precisa mudar. Uma alternativa seria: “Isso não saiu como esperávamos. Vamos descobrir como fazer de outra maneira”.

Dessa forma, a correção se concentra na atitude, e não na identidade do filho.

“Por que você não é como seu irmão?”

Comparações entre irmãos, colegas ou primos podem gerar sensação de inferioridade, rivalidade e busca constante pela aprovação dos adultos.

Cada criança apresenta ritmo, habilidades e dificuldades diferentes. Portanto, o mais adequado é comparar o progresso dela com o próprio desempenho anterior.

“Você é preguiçoso” ou “Você é burro”

Rótulos negativos podem levar a criança a interpretar dificuldades passageiras como características permanentes.

A psicologia diferencia o elogio ou a crítica direcionados à pessoa daqueles voltados ao processo. Estudos indicam que comentários sobre esforço, estratégia e comportamento favorecem uma reação mais saudável aos erros do que avaliações fixas sobre inteligência ou personalidade.

Em vez de “você é preguiçoso”, os pais podem dizer: “Percebi que você ainda não começou a tarefa. O que está dificultando?”.

“Pare de chorar, isso não é motivo”

Minimizar o sofrimento não faz a emoção desaparecer. Pelo contrário, pode ensinar a criança a esconder tristeza, medo ou frustração.

Os pais não precisam concordar com todas as reações. Porém, podem reconhecer o sentimento antes de estabelecer limites: “Entendo que você ficou triste, mas ainda precisamos conversar sobre o que aconteceu”.

“Se continuar assim, ninguém vai gostar de você”

Ameaças de rejeição associam o afeto ao comportamento. Assim, a criança pode entender que precisa agradar para merecer amor ou permanecer próxima da família.

O limite pode ser firme sem colocar o vínculo em dúvida. Por exemplo: “Eu amo você, mas esse comportamento não é aceitável e precisamos corrigi-lo”.

“Eu faço tudo por você e é assim que me agradece?”

A frase produz culpa e coloca a criança como responsável pelo sacrifício ou pelas emoções dos pais.

Uma comunicação mais clara descreve o problema sem criar dívida afetiva: “Fiquei chateado porque combinamos uma coisa e você não cumpriu”.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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