As frases que os pais nunca deveriam dizer aos filhos para não prejudicar a autoestima, segundo a psicologia
Comparações, ameaças e rótulos negativos podem fazer com que a criança associe erros à própria identidade e se sinta menos valorizada

Palavras ditas durante momentos de irritação podem permanecer por muito tempo na memória dos filhos. Por isso, psicólogos alertam para frases que humilham, ameaçam, comparam ou colocam em dúvida o valor da criança.
Uma fala isolada não determina o desenvolvimento emocional de alguém. No entanto, quando esse tipo de comunicação se repete, a criança pode começar a enxergar a si mesma a partir dos rótulos utilizados pelos adultos.
Pesquisas relacionam a exposição frequente a ameaças, ridicularização e humilhação na infância a piores indicadores de bem-estar mental na vida adulta.
“Você não faz nada direito”
Essa frase transforma um erro específico em uma avaliação sobre toda a capacidade da criança.
Em vez disso, os pais podem explicar qual comportamento precisa mudar. Uma alternativa seria: “Isso não saiu como esperávamos. Vamos descobrir como fazer de outra maneira”.
Dessa forma, a correção se concentra na atitude, e não na identidade do filho.
“Por que você não é como seu irmão?”
Comparações entre irmãos, colegas ou primos podem gerar sensação de inferioridade, rivalidade e busca constante pela aprovação dos adultos.
Cada criança apresenta ritmo, habilidades e dificuldades diferentes. Portanto, o mais adequado é comparar o progresso dela com o próprio desempenho anterior.
“Você é preguiçoso” ou “Você é burro”
Rótulos negativos podem levar a criança a interpretar dificuldades passageiras como características permanentes.
A psicologia diferencia o elogio ou a crítica direcionados à pessoa daqueles voltados ao processo. Estudos indicam que comentários sobre esforço, estratégia e comportamento favorecem uma reação mais saudável aos erros do que avaliações fixas sobre inteligência ou personalidade.
Em vez de “você é preguiçoso”, os pais podem dizer: “Percebi que você ainda não começou a tarefa. O que está dificultando?”.
“Pare de chorar, isso não é motivo”
Minimizar o sofrimento não faz a emoção desaparecer. Pelo contrário, pode ensinar a criança a esconder tristeza, medo ou frustração.
Os pais não precisam concordar com todas as reações. Porém, podem reconhecer o sentimento antes de estabelecer limites: “Entendo que você ficou triste, mas ainda precisamos conversar sobre o que aconteceu”.
“Se continuar assim, ninguém vai gostar de você”
Ameaças de rejeição associam o afeto ao comportamento. Assim, a criança pode entender que precisa agradar para merecer amor ou permanecer próxima da família.
O limite pode ser firme sem colocar o vínculo em dúvida. Por exemplo: “Eu amo você, mas esse comportamento não é aceitável e precisamos corrigi-lo”.
“Eu faço tudo por você e é assim que me agradece?”
A frase produz culpa e coloca a criança como responsável pelo sacrifício ou pelas emoções dos pais.
Uma comunicação mais clara descreve o problema sem criar dívida afetiva: “Fiquei chateado porque combinamos uma coisa e você não cumpriu”.
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