Com 2 mil toneladas de aço e prateleiras que sustentam o próprio prédio, a Havan fez uma ampliação de R$ 250 milhões no maior centro de distribuição da América Latina, um complexo do tamanho de 28 campos de futebol que separa 20 mil caixas por hora
Ampliação do centro de distribuição da Havan combina estrutura autoportante, automação e alta capacidade para acelerar o abastecimento das lojas da rede

A ampliação do centro de distribuição da Havan reúne números que ajudam a mostrar a dimensão da logística do varejo brasileiro. A empresa investiu R$ 250 milhões na expansão do complexo localizado em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O projeto utiliza 2 mil toneladas de aço e acrescenta 50 mil m² à estrutura. Além disso, o novo galpão adota prateleiras que também sustentam o prédio.
O complexo inteiro ocupa uma área comparável a 28 campos de futebol. Por dentro, sistemas automatizados conseguem separar até 20 mil caixas por hora.
A expansão reforça a capacidade de armazenagem e distribuição da empresa. Ao mesmo tempo, permite que a Havan abasteça com mais rapidez as lojas espalhadas pelo país.
Prateleiras sustentam o galpão
O principal destaque técnico da obra está no sistema autoportante. Nesse modelo, as estruturas metálicas usadas para armazenar os produtos também formam o esqueleto do edifício.
Dessa forma, as prateleiras assumem duas funções. Elas guardam as mercadorias e sustentam paredes, cobertura e outros componentes do galpão.
A solução reduz a necessidade de pilares convencionais. Além disso, melhora o aproveitamento da área vertical e amplia a capacidade de armazenagem.
Esse tipo de construção aparece em grandes operações logísticas. Afinal, empresas que movimentam milhares de caixas precisam aproveitar cada metro disponível.
No caso da Havan, as estruturas chegam a 35 metros de altura. Por isso, o projeto também exige equipamentos capazes de transportar cargas entre diferentes níveis.
Ampliação do centro de distribuição da Havan terá 40 mil espaços
O novo galpão terá capacidade para 40 mil posições de paletes. Cada espaço poderá receber mercadorias antes do envio às lojas.
Para organizar esse volume, o projeto prevê um elevador automatizado. O equipamento movimentará produtos dentro da estrutura sem depender apenas do transporte manual.
A automação aumenta a velocidade das tarefas e reduz deslocamentos internos. Além disso, ajuda a manter cada item na posição correta.
Os 2 mil toneladas de aço formam a base dessa operação. A estrutura precisa suportar o peso dos produtos, dos equipamentos e do próprio edifício.
Somados, esses elementos transformam a expansão em uma obra de grande porte. O novo galpão, sozinho, ocupará uma área semelhante à de vários centros comerciais.
Complexo tem sete quilômetros de esteiras
O centro de distribuição funciona como uma grande rede de transporte interno. Mercadorias percorrem cerca de sete quilômetros de esteiras antes de seguir para o destino final.
O complexo também conta com três transelevadores. Esses equipamentos movimentam cargas em corredores altos e estreitos.
Assim, a empresa consegue guardar e retirar produtos com mais rapidez. O sistema também reduz erros durante a separação dos pedidos.
Apesar da automação, cerca de 1,5 mil trabalhadores atuam no local. Eles acompanham os processos, operam equipamentos e mantêm o fluxo de mercadorias.
A tecnologia, portanto, não trabalha de forma isolada. Máquinas e funcionários dividem as tarefas que mantêm a estrutura em funcionamento.
Separação chega a 20 mil caixas por hora
A velocidade de processamento representa um dos principais números do complexo. Os equipamentos conseguem separar até 20 mil caixas em apenas uma hora.
Esse ritmo influencia diretamente o abastecimento das lojas. Quanto mais rápida a separação, menor tende a ser o intervalo entre o estoque e a entrega.
A precisão também ganha importância nesse processo. Afinal, uma rede nacional precisa encaminhar os produtos certos para cada unidade.
Sistemas automatizados identificam, organizam e direcionam as caixas. Em seguida, as equipes preparam as cargas para o transporte rodoviário.
A capacidade se torna ainda mais relevante em períodos de alta procura. Datas promocionais e festas de fim de ano costumam aumentar a demanda por reposição.
Centro abastece lojas em todo o Brasil

(Foto: Reprodução/Instagram)
A Havan inaugurou o centro de distribuição de Barra Velha em 2010. Desde então, a unidade passou por mudanças para acompanhar o crescimento da empresa.
O complexo atende cerca de 190 megalojas. Por isso, precisa armazenar itens de diferentes tamanhos, categorias e volumes.
Os produtos chegam ao centro, passam pela conferência e seguem para áreas específicas. Depois, a operação separa as mercadorias conforme a necessidade de cada loja.
Essa centralização facilita o controle dos estoques. Além disso, permite que a empresa organize rotas e carregamentos em maior escala.
A estrutura de Barra Velha funciona, portanto, como o principal elo entre fornecedores e pontos de venda.
Área equivale a 28 campos de futebol
Comparar o complexo com campos de futebol ajuda a visualizar sua extensão. A área total corresponde a aproximadamente 28 campos.
O espaço inclui galpões, esteiras, corredores, docas e setores administrativos. Também abriga equipamentos usados no recebimento e na expedição.
A nova expansão acrescenta 50 mil m² ao conjunto. Dessa maneira, a empresa amplia o estoque sem precisar criar uma unidade logística em outra cidade.
A localização em Santa Catarina também favorece o acesso às rodovias. A partir delas, caminhões seguem para diferentes regiões do Brasil.
Essa integração entre armazenagem e transporte sustenta a operação diária. Sem ela, as lojas poderiam enfrentar atrasos e falta de produtos.
Construção deve ampliar eficiência
A obra busca aumentar a capacidade do centro sem abandonar a automação já presente no complexo. Para isso, o projeto combina altura, armazenamento vertical e transporte mecanizado.
As prateleiras autoportantes ajudam a concentrar mais mercadorias em menos área. Já os elevadores movimentam os produtos entre os vários níveis.
Além disso, as esteiras mantêm um fluxo contínuo dentro dos galpões. Essa sequência reduz paradas e encurta o caminho percorrido pelas caixas.
Quando a expansão entrar em operação, a Havan poderá ampliar o volume armazenado. A empresa também ganhará mais agilidade para atender sua rede nacional.
A ampliação do centro de distribuição da Havan mostra como engenharia e tecnologia passaram a ocupar um papel central no varejo. Em operações desse tamanho, cada etapa precisa funcionar de forma integrada para que os produtos cheguem às lojas dentro do prazo.
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