Quem é o anapolino? Censo revela idade, cor, religião e escolaridade da população
Mulheres são maioria, pessoas pardas passam da metade dos moradores e quase seis em cada dez adultos concluíram ao menos o ensino médio

Mulher, parda, com 33 anos, católica e com pelo menos o ensino médio completo. Ao reunir os principais indicadores do último Censo Demográfico, esse é o perfil que mais se aproxima do morador de Anápolis.
O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) permite ir além do número total de habitantes e mostra quem são as pessoas que vivem na cidade, desde a idade e a cor ou raça até a religião e o nível de escolaridade.
Na época do Censo, Anápolis possuía 398.869 moradores. A estimativa populacional mais recente já elevou esse contingente para 420,3 mil, mas os dados detalhados sobre o perfil da população ainda têm como base a contagem realizada em 2022.
Mulheres são maioria e idade mediana é de 33 anos
As mulheres formavam a maioria da população anapolina: eram 205.501 moradoras, o equivalente a 51,5% do total. Os homens somavam 193.368, ou 48,5%.
Na prática, a cidade tinha 12.133 mulheres a mais que homens no momento em que o Censo foi realizado.
A idade mediana da população era de 33 anos. Isso significa que metade dos moradores estava abaixo dessa idade e a outra metade, acima dela.
A pirâmide etária mostra forte presença de jovens adultos. Somadas, as faixas entre 20 e 34 anos concentravam quase um quarto de toda a população. Os grupos entre 20 e 24 anos e entre 25 e 29 anos estavam entre os mais numerosos da cidade.
Mais da metade se declara parda
A população parda era a mais numerosa de Anápolis. Ao todo, 207.238 moradores se declararam dessa forma, correspondendo a aproximadamente 52% da população.
Outras 161.979 pessoas se declararam brancas, ou 40,6% do total. A população preta reunia 28.056 moradores, uma participação de 7%.
Também foram contabilizadas 1.130 pessoas amarelas e 454 que declararam cor ou raça indígena. O IBGE identificou, no entanto, uma população indígena total de 750 pessoas ao considerar também aquelas que responderam que se reconheciam como indígenas em um quesito específico do levantamento.
O percentual de pardos em Anápolis ficou praticamente alinhado ao observado no Centro-Oeste, região em que esse grupo representava 52,4% da população.
Católicos ainda são maioria, mas evangélicos têm forte presença
O catolicismo continuava sendo a religião mais declarada entre os anapolinos de 10 anos ou mais. O Censo estimou 173.433 católicos, o equivalente a 50,3% da população considerada nessa parte da pesquisa.
Os evangélicos apareciam logo depois, com 133.479 pessoas, ou 38,7%. A diferença entre os dois grupos era de pouco menos de 40 mil moradores.
Outras 17.471 pessoas declararam religiões diferentes das duas principais, enquanto 19.528 disseram não seguir nenhuma religião. Houve ainda 1.220 moradores que não souberam responder ou não fizeram a declaração.
O peso dos evangélicos em Anápolis era significativamente maior que o registrado no país. No Brasil, esse grupo representava 26,9% das pessoas com 10 anos ou mais, quase 12 pontos percentuais abaixo do índice anapolino.
Já os católicos correspondiam a 56,7% da população brasileira nessa faixa etária, participação superior aos 50,3% observados em Anápolis.
Quase seis em cada dez adultos concluíram o ensino médio
Entre os moradores de 18 anos ou mais, 115.826 haviam concluído o ensino médio, mas ainda não possuíam uma graduação completa. O grupo representava 38,4% dos adultos considerados pelo levantamento.
Outras 61.862 pessoas tinham o ensino superior completo, o equivalente a 20,5%. Juntos, os dois grupos mostram que 177.688 moradores, ou 58,9% da população adulta, haviam concluído pelo menos o ensino médio.
Na outra ponta, 79.832 pessoas não possuíam instrução ou não haviam terminado o ensino fundamental. O grupo representava 26,4% dos adultos.
Também havia 44.371 moradores que concluíram o ensino fundamental, mas ainda não tinham terminado o ensino médio, uma proporção de 14,7%.
A presença de pessoas com graduação completa em Anápolis ficou acima da média nacional. No país, 16,8% dos moradores adultos haviam concluído o ensino superior, ante 20,5% no município.
Os dados de alfabetização também mostram que 306.615 moradores com 15 anos ou mais sabiam ler e escrever, o equivalente a 96,2% dessa população. Outros 12.092 não eram alfabetizados.
Assim, o retrato deixado pelo Censo é de uma cidade majoritariamente feminina e parda, com idade mediana de 33 anos, ainda predominantemente católica, mas com uma presença evangélica muito superior à média brasileira. Na educação, quase seis em cada dez adultos já haviam concluído ao menos o ensino médio.
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