A psicologia afirma que pessoas podem sentir atração por alguém mesmo estando em um relacionamento e por que esse comportamento acontece
Especialistas mostram onde termina uma reação espontânea e começam as escolhas capazes de proteger — ou fragilizar — a vida a dois

Um olhar mais demorado, uma conversa envolvente ou a admiração por alguém novo podem surgir mesmo quando existe amor e compromisso. Para a psicologia, perceber outra pessoa como atraente não significa, necessariamente, que o relacionamento esteja fracassando ou que haverá uma traição.
Isso acontece porque assumir um compromisso não elimina a capacidade humana de notar beleza, afinidades e sinais de interesse. A atração pode aparecer de maneira espontânea, antes mesmo de qualquer decisão consciente.
Novidade desperta interesse
Pesquisas associam o início do interesse romântico aos sistemas cerebrais ligados à recompensa, à motivação e à busca por objetivos.
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Um estudo de neuroimagem indexado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos identificou atividade em regiões ricas em dopamina entre pessoas intensamente apaixonadas.
A novidade também pode tornar alguém mais interessante. Conversas diferentes, sensação de reconhecimento, convivência frequente e características admiradas criam condições para que a atração apareça. Entretanto, isso não comprova falta de amor pelo parceiro.
Em uma pesquisa da Universidade de Kentucky, 160 mulheres relataram experiências de atração por pessoas fora do relacionamento. Para a maioria, o interesse não prejudicou a relação principal.
Os resultados, porém, não devem ser generalizados para toda a população. O levantamento analisou um grupo específico de mulheres e mostrou, sobretudo, que as reações podem variar bastante.
Sentir não é agir
A psicologia distingue emoção, intenção e comportamento. A atração pode ser involuntária, enquanto alimentar fantasias, esconder conversas ou buscar proximidade envolve escolhas e limites definidos por cada casal.
Experimentos publicados na revista Frontiers in Psychology indicaram que experiências de novidade e crescimento dentro da própria relação podem diminuir a atenção destinada a possíveis parceiros alternativos. Isso sugere que vínculos também são fortalecidos por descobertas compartilhadas, não só pela estabilidade.
Um interesse passageiro tende a ser diferente de uma atração acompanhada por comparações constantes, segredos e afastamento emocional. Quando o sentimento fere ou interfere na vida a dois, falar sobre necessidades e procurar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender a situação.
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