Conheça a brasileira que, aos 20 anos, é a segunda jovem mais rica do mundo, com patrimônio de R$ 3,4 bilhões
O patrimônio bilionário de uma jovem brasileira tem ligação com uma empresa que começou pequena e hoje alcançou mercados ao redor do mundo

Aos 20 anos, Amelie Voigt Trejes, brasileira e dona de um patrimônio bilionário, aparece entre os jovens mais ricos do mundo, com fortuna estimada em R$ 3,4 bilhões. Além do valor impressionante, a origem dessa fortuna chama atenção e ajuda a explicar como uma empresa brasileira se tornou uma gigante internacional.
Amelie faz parte da família ligada à WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. A companhia nasceu em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, em 1961. Na época, entretanto, o negócio tinha uma atuação bem mais restrita e produzia principalmente motores elétricos.
Com o passar dos anos, porém, a empresa ampliou seus negócios. Atualmente, a WEG trabalha com motores, redutores, acionamentos elétricos, geradores, transformadores, automação, sistemas para geração e distribuição de energia, além de tintas e vernizes industriais.
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De onde vem a fortuna
A fortuna de Amelie está relacionada à participação acionária da família na WEG. Ela recebeu ações da companhia junto com os irmãos Pedro e Felipe Voigt Trejes.
Além disso, outros integrantes da família também aparecem entre os jovens brasileiros com grandes patrimônios. Felipe e Pedro Voigt Trejes, ambos de 23 anos, possuem fortunas estimadas em cerca de R$ 3,6 bilhões, segundo o levantamento citado pelo Diário do Comércio.
Amelie, por sua vez, ocupa uma posição ainda mais jovem entre os grandes patrimônios. Aos 20 anos, ela aparece como a segunda jovem mais rica do mundo, atrás apenas do alemão Johannes von Baumbach, de 19 anos.
Outro nome da família também chama atenção. Lívia Voigt, de 20 anos, possui patrimônio estimado em R$ 6,6 bilhões e também tem sua fortuna relacionada à WEG.
Como a WEG começou
Para entender o tamanho dessa fortuna, vale olhar para a trajetória da empresa. A WEG começou em 1961, em Jaraguá do Sul, a partir da união de três profissionais com diferentes conhecimentos: um eletricista, um administrador e um mecânico.
Inicialmente, o negócio recebeu o nome de Eletromotores Jaraguá. Mais tarde, a companhia adotou a marca WEG, formada pelas iniciais dos três fundadores.
A partir dos anos 1980, entretanto, a empresa iniciou uma fase de diversificação. Além dos motores elétricos, passou a investir em componentes eletroeletrônicos, automação industrial, transformadores, tintas e outros produtos.
Esse movimento ajudou a ampliar os negócios e, posteriormente, levou a WEG para outros países.
Uma gigante brasileira no exterior
Atualmente, a WEG mantém operações industriais em 18 países e presença comercial em mais de 135 países. Além disso, a companhia conta com mais de 49 mil funcionários em todo o mundo.
Os motores continuam entre os principais produtos da empresa. Segundo dados da própria WEG, a companhia fabrica mais de 19 milhões de motores por ano e mantém um portfólio com mais de 1.500 linhas de produtos.
No entanto, a atuação da multinacional vai muito além dos motores. A empresa fornece equipamentos e soluções para setores como indústria, energia, mineração, infraestrutura, agronegócio e mobilidade elétrica.
Por isso, a trajetória da WEG ajuda a entender como uma empresa criada em Santa Catarina conseguiu alcançar uma posição global. Ao mesmo tempo, a valorização da companhia contribuiu para formar grandes patrimônios entre os descendentes dos fundadores.
Resultado da empresa
O crescimento da WEG também aparece nos números recentes. Em 2025, a companhia registrou R$ 40,8 bilhões de receita líquida, enquanto aproximadamente 60% desse valor veio dos mercados externos.
Assim, uma empresa que começou com a fabricação de motores em Santa Catarina se transformou em uma multinacional presente em dezenas de mercados. É justamente essa trajetória que está por trás da fortuna de Amelie Voigt Trejes e de outros jovens integrantes da família.
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