Segundo a psicologia, pessoas que não conseguem largar o celular nem por um minuto têm estas 4 características em comum
Necessidade de conferir notificações o tempo todo pode estar ligada à busca por estímulos, dificuldade de desconexão e medo de perder novidades

O celular está sempre na mão, vai para a mesa durante as refeições e acompanha até pequenas caminhadas pela casa. Segundo a psicologia, quando a pessoa sente dificuldade de ficar alguns minutos longe do aparelho, alguns padrões comportamentais podem aparecer com maior frequência.
Pesquisas sobre uso problemático de smartphones relacionam esse comportamento a fatores como medo de perder acontecimentos, dificuldade de autorregulação, impulsividade e busca frequente por estímulos ou segurança emocional. Uma revisão que reuniu dezenas de estudos encontrou essas associações, embora elas não sirvam para diagnosticar uma pessoa isoladamente.
As 4 características mais comuns
1.Medo de ficar por fora
- Como remover os cabelos da escova que não saem por nada: truque simples facilita a limpeza sem precisar esfrega
- Colocar água fervendo com bicarbonato de sódio na forma suja: para que serve e por que é recomendado
- Adeus, ar-condicionado: técnica antiga usada antes dos aparelhos ajuda a manter a casa fresca até nos dias quentes
O chamado FOMO, sigla em inglês para “medo de ficar de fora”, aparece de forma recorrente nos estudos sobre uso problemático do smartphone.
A pessoa pode sentir necessidade de verificar mensagens, notícias e redes sociais para ter certeza de que não perdeu algo importante. Pesquisas encontraram associação consistente entre FOMO e maior intensidade de uso do celular.
2. Dificuldade de controlar impulsos
Outro comportamento é pegar o aparelho quase automaticamente quando surge uma notificação ou simplesmente durante alguns segundos de espera.
Estudos também apontam a impulsividade e menor capacidade de autorregulação entre os fatores associados ao uso problemático de smartphones.
Essa dificuldade de desconexão também aparece em hábitos como dormir com o celular praticamente ao alcance das mãos.
3. Busca constante por estímulos
Fila, elevador, intervalo ou alguns minutos sem tarefa podem ser suficientes para abrir uma rede social ou assistir a vídeos.
A tendência pode estar ligada à dificuldade de tolerar o tédio. Revisões científicas encontraram justamente a propensão ao tédio entre os fatores relacionados ao uso excessivo do aparelho.
4. Necessidade de permanecer conectado
Para algumas pessoas, o celular também funciona como uma forma permanente de manter contato e receber sinais de que está tudo bem nas relações sociais.
Pesquisas descrevem um padrão chamado de busca por reafirmação, no qual mensagens e interações digitais ajudam a reduzir temporariamente inseguranças sobre vínculos e acontecimentos sociais.
Por outro lado, existem pessoas que conseguem preservar maior autonomia diante das notificações e não sentem necessidade de responder mensagens imediatamente.
Usar muito o celular não significa dependência
Passar bastante tempo no smartphone não basta para concluir que existe um problema psicológico.
Trabalho, estudo, GPS, banco, conversas e entretenimento também aumentam naturalmente o tempo de tela. O sinal de atenção aparece principalmente quando a pessoa quer diminuir o uso, mas não consegue, ou quando o aparelho começa a prejudicar sono, concentração, relacionamentos e outras atividades.
Uma meta-análise com mais de 33 mil universitários encontrou associações entre uso problemático do celular, impulsividade e pior qualidade do sono, mas isso não significa que o smartphone seja necessariamente a causa desses problemas.
Assim, as quatro características não definem todas as pessoas que vivem com o celular nas mãos. Elas ajudam apenas a entender por que, para algumas, permanecer alguns minutos desconectadas pode ser muito mais difícil do que parece.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








