Profissão essencial do dia a dia está sofrendo apagão porque ninguém quer mais trabalhar nela, segundo recrutadores
Supermercados enfrentam dificuldade para preencher funções básicas, com vagas abertas por semanas e impacto direto no atendimento ao consumidor

Os supermercados brasileiros enfrentam uma dificuldade cada vez maior para contratar profissionais para funções essenciais da operação.
Entre os cargos mais afetados estão açougueiros, repositores, padeiros e operadores de caixa.
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Vagas ficam abertas por semanas
Mesmo com anúncios frequentes, treinamentos e benefícios, muitos estabelecimentos relatam baixa procura pelas vagas.
Em alguns casos, os processos seletivos permanecem abertos por semanas sem que as empresas consigam completar as equipes.
Com isso, o problema deixou de ser apenas de recrutamento e começou a afetar diretamente o funcionamento das lojas.
Açougueiros estão entre os mais procurados
Entre as funções com maior dificuldade de contratação estão os açougueiros.
O cargo exige conhecimento técnico, agilidade e experiência no manuseio dos cortes.
Além disso, a rotina costuma envolver trabalho em fins de semana e feriados, o que pode afastar parte dos candidatos mais jovens.
O mesmo ocorre com padeiros, repositores e operadores de caixa.
Menos funcionários, mais pressão
Com equipes menores, o impacto chega rapidamente ao consumidor.
Filas podem ficar maiores, a reposição de produtos demora mais e os trabalhadores que permanecem passam a acumular tarefas.
Assim, a falta de profissionais cria um efeito em cadeia dentro das lojas.
Por que ninguém quer mais essas vagas?
Empresários e recrutadores relacionam o cenário a mudanças nas expectativas profissionais.
Muitos jovens buscam jornadas mais flexíveis, possibilidade de crescimento e melhores salários.
Por outro lado, funções operacionais do varejo ainda costumam exigir horários rígidos e trabalho presencial.
Dessa forma, a oferta de vagas continua alta, mas a procura diminui.
Setor tenta reagir
Entidades do segmento defendem medidas para tornar essas carreiras mais atraentes.
Entre as propostas estão aumento salarial, benefícios, capacitação profissional e campanhas de valorização.
Além disso, algumas empresas já investem em treinamento interno para formar funcionários em áreas com maior escassez.
Mesmo assim, o setor ainda não vê uma solução rápida.
Por isso, a falta de profissionais em supermercados tende a continuar como um dos principais desafios do varejo nos próximos anos.
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