Profissão essencial do dia a dia está sofrendo apagão porque ninguém quer mais trabalhar nela, segundo recrutadores

Supermercados enfrentam dificuldade para preencher funções básicas, com vagas abertas por semanas e impacto direto no atendimento ao consumidor

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
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(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Os supermercados brasileiros enfrentam uma dificuldade cada vez maior para contratar profissionais para funções essenciais da operação.

Entre os cargos mais afetados estão açougueiros, repositores, padeiros e operadores de caixa.

Segundo o presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Sirlei Antônio do Couto, a falta de trabalhadores já se tornou um dos principais desafios do setor.

Vagas ficam abertas por semanas

Mesmo com anúncios frequentes, treinamentos e benefícios, muitos estabelecimentos relatam baixa procura pelas vagas.

Em alguns casos, os processos seletivos permanecem abertos por semanas sem que as empresas consigam completar as equipes.

Com isso, o problema deixou de ser apenas de recrutamento e começou a afetar diretamente o funcionamento das lojas.

Açougueiros estão entre os mais procurados

Entre as funções com maior dificuldade de contratação estão os açougueiros.

O cargo exige conhecimento técnico, agilidade e experiência no manuseio dos cortes.

Além disso, a rotina costuma envolver trabalho em fins de semana e feriados, o que pode afastar parte dos candidatos mais jovens.

O mesmo ocorre com padeiros, repositores e operadores de caixa.

Menos funcionários, mais pressão

Com equipes menores, o impacto chega rapidamente ao consumidor.

Filas podem ficar maiores, a reposição de produtos demora mais e os trabalhadores que permanecem passam a acumular tarefas.

Assim, a falta de profissionais cria um efeito em cadeia dentro das lojas.

Por que ninguém quer mais essas vagas?

Empresários e recrutadores relacionam o cenário a mudanças nas expectativas profissionais.

Muitos jovens buscam jornadas mais flexíveis, possibilidade de crescimento e melhores salários.

Por outro lado, funções operacionais do varejo ainda costumam exigir horários rígidos e trabalho presencial.

Dessa forma, a oferta de vagas continua alta, mas a procura diminui.

Setor tenta reagir

Entidades do segmento defendem medidas para tornar essas carreiras mais atraentes.

Entre as propostas estão aumento salarial, benefícios, capacitação profissional e campanhas de valorização.

Além disso, algumas empresas já investem em treinamento interno para formar funcionários em áreas com maior escassez.

Mesmo assim, o setor ainda não vê uma solução rápida.

Por isso, a falta de profissionais em supermercados tende a continuar como um dos principais desafios do varejo nos próximos anos.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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