Alternativa criada por arquitetos para dividir ambientes sem perder luz ou espaço vira tendência em 2026

Recurso arquitetônico ganha força ao equilibrar circulação, iluminação e privacidade dentro de casa

Magno Oliver Magno Oliver -
Arquitetos / ambientes / alternativas / espaços
(Imagem: Ilustração/IA)

Dividir os cômodos sem deixar a casa escura ou visualmente apertada virou uma das apostas do design de interiores em 2026. Entre as soluções que ganham espaço estão as divisórias de vidro, principalmente os modelos canelados, texturizados ou com ranhuras.

A proposta é criar limites entre os ambientes sem recorrer a paredes totalmente fechadas, mantendo a passagem da iluminação natural e a sensação de continuidade. Projetos recentes mostram o material sendo usado em salas, cozinhas, quartos e áreas de trabalho.

O vidro canelado se destaca porque suas linhas verticais alteram parcialmente a visão através da superfície. Com isso, é possível separar dois espaços e preservar certa privacidade sem bloquear completamente a luz.

A solução também atende a uma necessidade comum em apartamentos compactos: organizar diferentes funções dentro da mesma área, sem criar uma sequência de ambientes fechados. Em projetos residenciais, portas e painéis de vidro já são usados para manter a conexão visual entre os cômodos.

Arquitetos / ambientes / alternativas / espaços / vidros

(Imagem: Ilustração/IA)

Mais função

A tendência não se limita ao vidro. Painéis de madeira ripada, biombos, estantes vazadas e outras estruturas leves também funcionam como divisores. A escolha depende do nível de privacidade desejado e da característica do imóvel.

Em uma sala integrada, por exemplo, uma estrutura vazada pode marcar a passagem para a área de jantar sem interromper a circulação. Já um painel translúcido pode ser usado para criar um espaço de trabalho mais reservado.

O conceito acompanha o movimento de projetos chamados de “planta semiaberta”, que buscam equilíbrio entre integração e definição dos ambientes.

Luz e leveza

Além do aspecto decorativo, a principal vantagem está no aproveitamento da luz. Em imóveis pequenos, uma parede convencional pode interromper a iluminação que chega de uma janela e aumentar a sensação de confinamento. O vidro, por outro lado, permite que a claridade avance para áreas próximas, enquanto versões texturizadas ajudam a reduzir a exposição direta entre os ambientes.

A escolha, porém, precisa considerar o uso de cada área, a circulação e a necessidade de privacidade. O objetivo não é simplesmente trocar paredes por vidro, mas criar uma divisão que faça sentido para a rotina dos moradores.

Quando bem planejado, o recurso permite que uma única área tenha mais de uma função, sem perder iluminação, amplitude visual ou organização, características cada vez mais valorizadas em casas e apartamentos contemporâneos.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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