Brasil passará a contar com pagamento de Pix com a palma da mão por aproximação sem precisar de celular ou cartão

Tecnologia identifica características da palma e até o padrão dos vasos sanguíneos para autenticar pagamentos em poucos segundos

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Pagar uma compra sem celular, cartão ou QR Code
(Imagem: Ilustração)

Pagar uma compra sem celular, cartão ou QR Code pode se tornar realidade em estabelecimentos brasileiros.

A Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud apresentaram no país uma solução que permite autenticar pagamentos apenas aproximando a palma da mão de um leitor.

A tecnologia, chamada PalmAI, pode ser integrada ao Pix, cartão de débito e cartão de crédito.

Como funciona o pagamento com a palma da mão

Antes de usar o sistema, o consumidor precisa cadastrar a mão.

Durante esse processo, sensores analisam características externas da palma. Além disso, o equipamento identifica o padrão dos vasos sanguíneos que ficam abaixo da pele.

Com essas informações, o sistema cria uma identificação biométrica individual.

Depois do cadastro, basta posicionar a mão aberta diante do leitor.

Segundo as empresas responsáveis pela tecnologia, o reconhecimento pode acontecer em cerca de meio segundo.

Como o Pix entra nessa história

O Pix continua fazendo a transferência do dinheiro.

A novidade está na forma usada para identificar e autenticar o consumidor.

Assim, em vez de abrir o aplicativo do banco ou escanear um QR Code, a pessoa poderia apenas aproximar a mão do equipamento.

Para isso, a biometria precisa estar previamente vinculada a uma conta ou forma de pagamento.

Sistema também lê os vasos sanguíneos

A identificação não depende apenas da aparência da mão.

Os sensores infravermelhos também analisam o desenho dos vasos sanguíneos.

Como esse padrão varia de pessoa para pessoa, a combinação entre características externas e internas ajuda a aumentar a precisão do reconhecimento.

Além disso, a tecnologia conta com mecanismos de prova de vida, usados para confirmar que existe uma pessoa real diante do leitor.

Cada mão poderá ter uma função

Outra possibilidade é vincular cada mão a uma forma diferente de pagamento.

Nas demonstrações da tecnologia, executivos explicaram que uma mão poderia ficar associada ao Pix, enquanto a outra seria vinculada a um cartão.

No entanto, a configuração final dependerá das regras de cada empresa e das integrações disponíveis.

Onde a novidade pode aparecer primeiro

A solução foi apresentada durante a Autocom 2026, em São Paulo.

Desde então, as empresas passaram a mostrar os terminais para varejistas, adquirentes e integradores.

Supermercados, farmácias, restaurantes e outros estabelecimentos com grande circulação aparecem entre os mercados com maior potencial de adoção.

Além disso, a biometria também pode ser usada em programas de fidelidade e sistemas de acesso.

Celular e cartão vão acabar?

Não.

Pelo menos neste momento, a tecnologia funciona como uma nova alternativa de pagamento.

Para ganhar escala, o sistema ainda depende da adesão de bancos, varejistas, adquirentes e empresas de tecnologia.

Além disso, os estabelecimentos precisam instalar leitores compatíveis.

Por isso, a tendência é que a novidade apareça primeiro em grandes redes e locais com fluxo intenso de clientes.

Se o modelo avançar, porém, o processo pode ficar bem mais simples: o consumidor chega ao caixa, aproxima a palma da mão e confirma a compra em poucos segundos.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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