Brasil passará a contar com pagamento de Pix com a palma da mão por aproximação sem precisar de celular ou cartão
Tecnologia identifica características da palma e até o padrão dos vasos sanguíneos para autenticar pagamentos em poucos segundos

Pagar uma compra sem celular, cartão ou QR Code pode se tornar realidade em estabelecimentos brasileiros.
A Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud apresentaram no país uma solução que permite autenticar pagamentos apenas aproximando a palma da mão de um leitor.
A tecnologia, chamada PalmAI, pode ser integrada ao Pix, cartão de débito e cartão de crédito.
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Como funciona o pagamento com a palma da mão
Antes de usar o sistema, o consumidor precisa cadastrar a mão.
Durante esse processo, sensores analisam características externas da palma. Além disso, o equipamento identifica o padrão dos vasos sanguíneos que ficam abaixo da pele.
Com essas informações, o sistema cria uma identificação biométrica individual.
Depois do cadastro, basta posicionar a mão aberta diante do leitor.
Segundo as empresas responsáveis pela tecnologia, o reconhecimento pode acontecer em cerca de meio segundo.
Como o Pix entra nessa história
O Pix continua fazendo a transferência do dinheiro.
A novidade está na forma usada para identificar e autenticar o consumidor.
Assim, em vez de abrir o aplicativo do banco ou escanear um QR Code, a pessoa poderia apenas aproximar a mão do equipamento.
Para isso, a biometria precisa estar previamente vinculada a uma conta ou forma de pagamento.
Sistema também lê os vasos sanguíneos
A identificação não depende apenas da aparência da mão.
Os sensores infravermelhos também analisam o desenho dos vasos sanguíneos.
Como esse padrão varia de pessoa para pessoa, a combinação entre características externas e internas ajuda a aumentar a precisão do reconhecimento.
Além disso, a tecnologia conta com mecanismos de prova de vida, usados para confirmar que existe uma pessoa real diante do leitor.
Cada mão poderá ter uma função
Outra possibilidade é vincular cada mão a uma forma diferente de pagamento.
Nas demonstrações da tecnologia, executivos explicaram que uma mão poderia ficar associada ao Pix, enquanto a outra seria vinculada a um cartão.
No entanto, a configuração final dependerá das regras de cada empresa e das integrações disponíveis.
Onde a novidade pode aparecer primeiro
A solução foi apresentada durante a Autocom 2026, em São Paulo.
Desde então, as empresas passaram a mostrar os terminais para varejistas, adquirentes e integradores.
Supermercados, farmácias, restaurantes e outros estabelecimentos com grande circulação aparecem entre os mercados com maior potencial de adoção.
Além disso, a biometria também pode ser usada em programas de fidelidade e sistemas de acesso.
Celular e cartão vão acabar?
Não.
Pelo menos neste momento, a tecnologia funciona como uma nova alternativa de pagamento.
Para ganhar escala, o sistema ainda depende da adesão de bancos, varejistas, adquirentes e empresas de tecnologia.
Além disso, os estabelecimentos precisam instalar leitores compatíveis.
Por isso, a tendência é que a novidade apareça primeiro em grandes redes e locais com fluxo intenso de clientes.
Se o modelo avançar, porém, o processo pode ficar bem mais simples: o consumidor chega ao caixa, aproxima a palma da mão e confirma a compra em poucos segundos.
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