Quanto é preciso ganhar para ser considerado de classe alta no Brasil em 2026?
Não existe um único salário que defina quem pertence ao topo da pirâmide, mas estudos recentes ajudam a mostrar onde começa essa faixa de renda

Quanto uma pessoa precisa ganhar para ser considerada de classe alta no Brasil em 2026? A resposta depende da metodologia usada.
Isso acontece porque o Brasil não possui uma faixa oficial única que determine quem pertence às classes A, B ou C.
Enquanto alguns estudos consideram a renda da família, outros analisam patrimônio, escolaridade e bens disponíveis no domicílio.
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Ainda assim, levantamentos divulgados em 2026 ajudam a dimensionar quanto ganha quem está nas faixas mais altas da população.
FGV coloca classe A acima de R$ 14 mil
Um estudo da FGV Social, coordenado pelo economista Marcelo Neri e divulgado em janeiro de 2026, separou a população brasileira por faixas de renda.
Segundo essa metodologia, a classe A começa quando a renda total do domicílio supera R$ 14.191 por mês. Já a classe B fica entre R$ 10.885 e R$ 14.191.
No entanto, existe uma ressalva importante.
A pesquisa parte da renda domiciliar per capita e depois converte o resultado para renda familiar total. Além disso, os valores aparecem corrigidos para preços médios de 2023.
Portanto, eles funcionam como referência estatística e não como um salário mínimo oficial para alguém ser chamado de rico.
Outro levantamento aponta média acima de R$ 28 mil
Já o Critério Brasil 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), traz outra perspectiva.
Nesse levantamento, os domicílios classificados no estrato A apresentam renda média mensal estimada de R$ 28.331,26.
Porém, isso não significa que R$ 28 mil seja o valor necessário para entrar na classe A.
A própria ABEP ressalta que sua classificação não usa apenas renda. Em vez disso, o método atribui pontos a características como número de automóveis, geladeiras, computadores, banheiros, presença de empregada doméstica, água encanada e escolaridade do chefe da família.
Assim, os R$ 28,3 mil representam uma média estimada dos domicílios classificados como A.
Classe A ainda representa uma parcela pequena
Segundo o Critério Brasil 2026, aproximadamente 3,6% dos domicílios brasileiros pertencem à classe A.
Além disso, existem diferenças importantes pelo país. No Centro-Oeste, por exemplo, o índice chega a 6,1%. Já entre as regiões metropolitanas analisadas, Brasília apresenta proporção bem maior, de 17,4%.
E quanto ganha o 1% mais rico?
Estar na classe A também não significa necessariamente fazer parte do grupo dos brasileiros mais ricos.
Estudos sobre concentração de renda mostram uma barreira bem mais alta para chegar ao topo.
Uma análise do Observatório de Política Fiscal do FGV IBRE apontou, com dados de declarações de Imposto de Renda, que o 1% mais rico tinha renda superior a cerca de R$ 30 mil mensais no período analisado.
Já o 0,1% mais rico começava em torno de R$ 140 mil.
Portanto, em 2026, uma resposta simples exige cautela: pela metodologia divulgada pela FGV Social, a classe A começa acima de aproximadamente R$ 14,2 mil de renda domiciliar mensal.
Já o Critério Brasil 2026 aponta renda média de cerca de R$ 28,3 mil entre os domicílios classificados no estrato A.
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