Empresária de Anápolis descobre nome em lista de boicote a supostos petistas e decide procurar a Justiça: “Não aceitarei calúnias”

Mulher afirma que associação política está prejudicando a imagem do negócio e já busca orientação jurídica para tomar providências

Empresária de Anápolis descobre nome em lista de boicote a supostos petistas e decide procurar a Justiça: "Não aceitarei calúnias"
Em vídeo, Isabella contou que tomou conhecimento da situação depois de sair do salão para resolver questões pessoais. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A divulgação de uma lista com nomes de empresas e profissionais supostamente ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), que vem circulando nas redes sociais como forma de incentivar boicotes, ganhou um novo capítulo após uma empresária se manifestar publicamente sobre o caso.

A cabeleireira Isabella Cunha, proprietária de um estabelecimento de beleza, descobriu que o nome dela e o do negócio haviam sido incluídos na relação e decidiu gravar um vídeo para rebater a associação política.

Segundo a profissional, a acusação não tem qualquer fundamento e a repercussão pode trazer prejuízos não apenas para ela, mas também para outras pessoas que dependem do estabelecimento.

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“Eu vim aqui me posicionar porque eu tô sofrendo um ataque nas redes sociais, de uma acusação que não tem embasamento algum, porque eu nunca me posicionei de maneira política aqui”, afirmou.

Isabella contou que tomou conhecimento da situação depois de sair do salão para resolver questões pessoais. Ao conferir o celular, encontrou mensagens e marcações no Instagram relacionadas à lista.

A empresária ressaltou que sempre utilizou as redes sociais para divulgar a rotina de trabalho e que não costuma defender posicionamentos partidários no ambiente profissional.

“Eu não prego nem pela direita, nem pela esquerda. Eu prego pelo respeito, pela família, pela saúde e pela paz. É isso que eu prego”, declarou.

Um dos principais receios da cabeleireira é que a divulgação da lista provoque uma onda de boicotes capaz de comprometer o funcionamento do negócio e atingir pessoas próximas.

“Uma acusação impune dessa, aonde está induzindo um boicote, que pode afligir não só a minha vida, mas a vida das pessoas da minha equipe, do estúdio de onde eu atendo e da minha família. Isso é inaceitável”, desabafou.

Diante da repercussão, Isabella afirmou que já registrou um boletim de ocorrência e procurou advogados para tomar providências contra a divulgação das informações.

“A polícia já foi acionada, meu boletim tá feito, já acionei advogados também”, revelou.

A profissional também destacou que não conhece a pessoa que teria feito a associação e que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos.

Por meio de uma nota publicada nas redes sociais, ela ressaltou que não aceitará esse tipo de situação, mas que, apesar disso, continuará exercendo a profissão e que o estabelecimento permanecerá aberto a clientes de diferentes posicionamentos políticos.

“Não aceitarei calúnias, difamações ou qualquer tentativa de prejudicar o meu nome e o meu trabalho”, declarou.

O episódio ocorre em meio à circulação de listas que identificam estabelecimentos comerciais e trabalhadores como supostos apoiadores do PT, incentivando consumidores a deixarem de frequentar esses locais.

Conforme mostrou o Portal 6, a prática pode trazer consequências judiciais, especialmente quando envolve a divulgação de informações falsas e provoca danos à imagem de pessoas e empresas.

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Jordana Viana

Jordana Viana

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, atua como Social Media no Portal 6, em Goiânia. Produz conteúdos para o YouTube e matérias voltadas ao entretenimento, curiosidades, mundo dos videogames, cinema e cultura pop, sempre com olhar atento às tendências e aos temas que movimentam o cotidiano digital.