Transporte coletivo de Anápolis pode passar por grande mudança com 7 novos terminais e linhas diretas entre bairros

Em entrevista exclusiva ao Portal 6, Thiago de Sá detalha estudos para novos terminais, mudanças nas linhas e previsão de início das obras

Thiago de Sá Lima explicou ao Portal 6 como a prefeitura pretende reorganizar o transporte coletivo de Anápolis. (Foto: Divulgação)
Thiago de Sá Lima explicou ao Portal 6 como a prefeitura pretende reorganizar o transporte coletivo de Anápolis. (Foto: Divulgação)

Moradores de Anápolis que dependem do transporte coletivo para se deslocar entre bairros poderão, futuramente, fazer esses trajetos sem precisar passar pelo Terminal Urbano Central.

A mudança faz parte de um projeto de reestruturação da mobilidade urbana que prevê a instalação de microterminais em diferentes regiões da cidade.

Thiago Sá de Lima, Secretário de Mobilidade Urbana, em entrevista para o Portal 6. (Foto: Portal 6)

Thiago Sá de Lima, Secretário de Mobilidade Urbana, em entrevista para o Portal 6. (Foto: Portal 6)

Em entrevista exclusiva ao Portal 6, o secretário municipal de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago de Sá Lima, explicou que a proposta surgiu após estudos identificarem problemas na distribuição das linhas de ônibus.

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“Um dos gargalos de Anápolis é a centralização de todas as linhas no terminal urbano na região central. Isso não favorece os deslocamentos”, afirmou.

Segundo ele, o levantamento envolveu a Secretaria de Infraestrutura, a Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), a agência reguladora e uma empresa contratada.

As equipes analisaram os deslocamentos da população, a demanda por linhas e os principais pontos de dificuldade no trânsito.

A conclusão foi que o sistema atual precisa oferecer alternativas mais rápidas e atrativas aos passageiros.

Como os novos terminais vão funcionar?

A ideia é distribuir pontos de integração pela cidade, permitindo que ônibus façam ligações entre as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste sem concentrar todos os trajetos no Centro.

“Você teria esses microterminais que se ligam entre si e linhas rápidas”, explicou o secretário.

Thiago citou como exemplo a possibilidade de uma linha conectar o Recanto do Sol diretamente ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), seguindo posteriormente para a região do Vivian Park.

O secretário ressaltou que já existem trajetos semelhantes, mas em quantidade limitada. A proposta é ampliar essas conexões e oferecer mais horários aos passageiros.

O planejamento inicial considera uma rede de aproximadamente sete pontos de integração. Entretanto, o estudo ainda não está concluído, e a definição exata das estruturas permanece em andamento.

As regiões previstas já foram identificadas, mas a prefeitura ainda avalia os terrenos disponíveis, as dimensões necessárias e os projetos de cada unidade.

Mapa divulgado pelo Jornal Opção dos possíveis novos terminais e linhas de ônibus. (Imagem: Reprodução/Jornal Opção)

Mapa dos possíveis novos terminais e linhas de ônibus. (Imagem: Reprodução)

Quando as obras devem começar?

De acordo com Thiago de Sá, a expectativa é iniciar a construção dos microterminais em 2027, desde que os projetos sejam concluídos e os recursos necessários sejam aprovados.

“A gente já sabe quais regiões devem receber as estruturas. Estamos na parte de projetos e verificando também em que locais existem áreas disponíveis no município”, explicou.

O secretário confirmou que a previsão é investir R$ 20 milhões na construção dos microterminais, que integram um pacote mais amplo de R$ 183 milhões destinado à mobilidade urbana de Anápolis.

Para viabilizar as melhorias, a prefeitura apresentou propostas ao PAC Mobilidade e mantém tratativas com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal.

Apesar disso, Thiago esclareceu que a aprovação dos recursos ainda está em andamento. Portanto, não há uma data definitiva para a entrega das estruturas.

Frota moderna e novas ciclovias

A reorganização do transporte também prevê a busca por ônibus mais modernos, com ar-condicionado e possibilidade de outros recursos de conforto.

Para o secretário, a qualidade do serviço ajuda a explicar por que parte dos moradores prefere utilizar aplicativos de transporte.

“O transporte público tem que buscar trazer o usuário e não expulsá-lo”, afirmou.

A prefeitura também busca subsídios junto ao Governo de Goiás para tentar reduzir o custo da passagem.

Outra frente do plano envolve a implantação de ciclovias. Segundo Thiago, um estudo inicial identificou potencial para aproximadamente 200 quilômetros de estruturas cicloviárias na cidade.

Entre as vias consideradas estão as avenidas Brasil, Goiás, Pedro Ludovico, JK, Fernando Costa e Presidente Kennedy. A proposta é priorizar corredores que conectem bairros a regiões de trabalho.

O secretário ressaltou que a revisão da mobilidade integra uma atualização mais ampla do planejamento urbano, que também contempla legislação, expansão da cidade e preservação ambiental.

“Não tem como uma cidade do porte de Anápolis não ter um transporte mais amigável ao usuário”, concluiu.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.