Médico que dedicou a vida aos transplantes morre em Goiânia e tem órgãos doados

Fundador da TRS e integrante do HGG, médico é lembrado por pacientes e colegas pela dedicação ao cuidado e ao ensino

Morre em Goiânia, aos 57 anos, nefrologista Júlio César Barreto que atuava em equipes de transplante renal
Júlio César Barreto atuava na nefrologia desde 1998 e integrava equipes de transplante renal em Goiânia. (Foto: Reprodução)

O nefrologista Júlio César Soares Barreto, de 57 anos, morreu no sábado (31), em Goiânia. Segundo a família, os órgãos do médico foram doados, atitude que dialoga com o trabalho que ele construiu ao longo da carreira, ligado ao cuidado de pacientes renais e aos transplantes.

A causa da morte não foi divulgada. Ele deixa esposa, filhos e netos.

O velório será na segunda-feira (02), das 08h às 17h, na Sala 1 do Parque Memorial de Goiânia.

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Fundador da TRS Nefrologia e Hemodiálise, Barreto também integrava a equipe de transplantes do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), que publicou nota de pesar.

No texto, a unidade destacou a dedicação do profissional à medicina e ao cuidado com os pacientes e se solidarizou com familiares, amigos e colegas. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) e clínicas da área também lamentaram a perda.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lembrou, em nota, a contribuição do médico para a formação de diversos nefrologistas em Goiás e o compromisso dele com o ensino e com a especialidade.

Já o comunicado de falecimento o descreve como defensor do transplante e destaca que ele deixa um legado de “ética, generosidade e amor à vida”.

Trajetória

Formado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB) em 1993, o médico fez especialização em nefrologia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP).

Atuava na área desde 1998, atendendo adultos com doenças renais. Além do HGG, participava da equipe de transplante renal da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.

Entre as atribuições, estavam o acompanhamento de pacientes transplantados e a orientação de quem convive com doença nos rins.

Em ações de conscientização, defendia a avaliação precoce para o transplante. Além disso, ressaltava que fatores como idade ou doença de origem não deveriam, por si só, impedir um paciente de receber um rim.

Ao longo da carreira, também integrou equipes que receberam autorização do Ministério da Saúde (MS) para realizar transplantes renais em Goiás. Em reconhecimento à sua trajetória, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) prestou uma homenagem ao médico.

Lembranças

Nas redes sociais, a TRS Nefrologia e Hemodiálise compartilhou imagens do médico, e a publicação recebeu mensagens de pacientes, colegas e amigos.

“Que notícia triste!”, escreveu um seguidor. Outro lembrou: “Médico da minha mãe, um médico exemplar!”.

Uma pessoa que conviveu com ele por quase 25 anos destacou o aprendizado ao lado do nefrologista. “Aprendi muito, diariamente”, escreveu, acrescentando: “Vi você lutar por paciente como nenhum outro! Uma honra ter convivido com você!”. Outro comentário definiu a morte como “uma perda imensurável para a nefrologia” e afirmou que ele “cuidava de seus pacientes sempre com muita dedicação”.

Confira a nota do TRS Nefrologia e Hemodiálise:

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua no Portal 6 desde 2022, passando pelas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com a opinião pública e cotidiano da população.