Governo altera regras do CadÚnico para 2026 e limita permanência de famílias no programa: veja quem será reavaliado
Com novo sistema e cruzamento de dados mais rigoroso, o CadÚnico 2026 impõe atualizações obrigatórias e pode eliminar famílias que não atenderem aos critérios

O CadÚnico é o cadastro oficial usado pelo Governo Federal para identificar famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, e permitir acesso a programas sociais como Bolsa Família, tarifa social de energia, auxílio-gás, entre outros.
Depois de mais de uma década sem atualizações estruturais, o governo implementou mudanças que modernizam o sistema: novos critérios de elegibilidade, atualização periódica de dados, cruzamento automático com bases como Receita Federal, INSS e Caixa, e exigência de CPF para todos os membros da família.
O que muda em 2026 e a quem valerá a revisão no cadastro
A partir de 2026, o que era tolerância passa a ser reavaliação contínua. As principais mudanças que afetam quem está inscrito no CadÚnico:
- Será exigida atualização cadastral obrigatória a cada 24 meses, ou sempre que houver mudança de renda, endereço ou composição familiar.
- Famílias que não atualizarem o cadastro dentro do prazo, ou que tiverem dados inconsistentes no cruzamento com outras bases, podem ter o benefício bloqueado ou cancelado.
- A integração de dados torna possível verificar renda, vínculo de emprego, benefícios previdenciários ou sociais, entre outros, para confirmar quem realmente se enquadra.
- Famílias inseridas nos programas sociais vinculados (Bolsa Família, BPC, Auxílio Gás etc.) deverão manter o cadastro sempre atualizado — as mudanças valem tanto para novos inscritos quanto para quem já recebe benefícios.
Quem será reavaliado e pode perder o benefício se não se adequar
Estão entre os grupos mais vulneráveis à revisão:
- Famílias que não atualizam o cadastro há mais de dois anos.
- Famílias com mudança recente no número de moradores: nascimento, falecimento, saída ou chegada de membros.
- Quem teve renda ou vínculo de trabalho registrados recentemente em outros bancos de dados federais, sem declarar no CadÚnico.
- Beneficiários de programas sociais que dependem do CadÚnico (Bolsa Família, tarifas sociais, auxílio etc.) e ignorarem notificações de reavaliação ou atualização.
O que famílias cadastradas devem fazer para evitar perder benefícios
Para continuar com o cadastro válido e garantir acesso aos programas sociais, as famílias precisam:
- Conferir a data da última atualização cadastral e, se já passaram 24 meses, procurar o CRAS ou posto responsável.
- Atualizar o cadastro sempre que houver qualquer mudança — renda, endereço, escolaridade, composição familiar, ou situação de emprego.
- Conferir se todos os membros têm CPF registrado no sistema, conforme exigência atual.
- Ficar atentas a notificações enviadas por canais oficiais (aplicativos, SMS ou correspondências), pois a reavaliação será exigida para manter benefícios.
Por que o governo adotou essas medidas
Segundo o governo, a modernização do CadÚnico visa tornar a base de dados mais confiável, evitar fraudes e garantir que os benefícios cheguem de fato a quem precisa.
Com o cruzamento automático e uso de CPF, será possível detectar irregularidades como cadastros duplicados, renda não declarada ou incompatível, e fazer a renovação de forma mais rápida.
Isso muda o perfil de quem permanece, exigindo disciplina do beneficiário.
Para os beneficiários fiéis aos critérios, a expectativa é de que o sistema funcione de forma mais ágil e com menos burocracia. Mas para quem estiver desatento, o risco de ter o benefício bloqueado será real — mesmo sem mudança ostensiva na renda.
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