Papel higiênico pode estar com os dias contados; entenda por quê

Alternativas ganham espaço por prometerem mais limpeza, economia e menor impacto ambiental

Isabella Valverde Isabella Valverde -
Papel higiênico pode estar com os dias contados; entenda por quê
(Foto: Reprodução/Pexels)

Por décadas, o papel higiênico foi tratado como item obrigatório no banheiro brasileiro. Ele esteve presente em praticamente todas as casas, como se não existisse outra forma de higiene. Só que esse hábito, considerado intocável por muito tempo, começa a perder força. Aos poucos, cresce o número de pessoas que têm trocado o papel por alternativas que usam água e prometem uma limpeza mais eficiente, além de oferecerem mais conforto, economia e menor impacto ambiental.

A mudança não surgiu por acaso, nem é uma tendência passageira. Em vários países — e também no Brasil — o debate sobre sustentabilidade e praticidade vem fazendo muita gente repensar rotinas antigas.

O questionamento começa antes mesmo de o papel chegar ao banheiro: sua produção exige derrubada de árvores, consumo elevado de água e uso de produtos químicos, além de gerar resíduos. No dia a dia, o gasto também chama atenção, já que muitas vezes uma única ida ao banheiro pode consumir uma quantidade grande de folhas, repetindo-se várias vezes ao longo do mês.

Diante disso, opções que usam água como principal aliada começam a ganhar protagonismo. Entre as alternativas mais populares está o chuveirinho higiênico, já comum em muitas casas brasileiras. Fácil de instalar e com custo acessível, ele permite controlar o jato de água e garante uma higiene mais completa. Além disso, por reduzir o uso do papel, ajuda a evitar irritações na pele e ainda diminui o gasto mensal com rolos, o que pesa menos no bolso ao longo do tempo.

Outra opção que tem voltado a aparecer é o bidê, que por anos ficou associado a banheiros antigos e acabou deixado de lado em projetos modernos. Agora, ele retorna como escolha de quem prioriza bem-estar e conforto, oferecendo uma limpeza suave e eficiente com água corrente. Mesmo exigindo mais espaço, tem sido valorizado por transformar a rotina em algo mais prático e agradável.

A tecnologia também entrou nessa disputa. Os assentos sanitários eletrônicos, muito populares na Ásia, começaram a ganhar espaço no mercado brasileiro com modelos que oferecem jato de água ajustável e, em alguns casos, até secagem. O que antes parecia luxo está se tornando mais acessível, fazendo com que cada vez mais pessoas considerem a ideia de um banheiro com mais conforto e menos desperdício.

Há ainda alternativas mais radicais, como o uso de panos reutilizáveis, que praticamente eliminam o lixo gerado pelo papel higiênico. Apesar do apelo sustentável, a opção exige cuidados rigorosos com lavagem e higiene, o que torna o hábito pouco comum na maioria das famílias, especialmente pela rotina mais corrida.

O papel higiênico, portanto, não desapareceu — mas já não é mais absoluto. A busca por soluções mais conscientes e eficientes mostra que a higiene íntima pode evoluir, e que o banheiro também acompanha mudanças de comportamento. Talvez, em alguns anos, o rolo no suporte pareça um costume antigo, como tantos outros que já ficaram para trás.

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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