Fazer piada em momentos sérios e transformar tensão em humor: o que a psicologia aponta por trás dessa atitude
Psicologia explica por que fazer piadas em momentos de tensão é um mecanismo de defesa essencial para o equilíbrio da mente

Sabe aquele amigo que solta uma gracinha justamente quando o clima está pesado? Ou aquela vontade incontrolável de rir em um velório ou durante uma briga séria? Longe de ser apenas “falta de noção”, esse comportamento é um fenômeno intrigante estudado pela psicologia há décadas.
Embora pareça insensibilidade, essa reação costuma esconder uma necessidade profunda de autopreservação. O riso surge como uma ferramenta para tornar o insuportável um pouco mais leve e manejável.
O riso como válvula de escape da mente
- Lei determina quando Assaí, Atacadão, Carrefour e outros supermercados devem devolver dinheiro aos clientes
- Adeus, ilha de cozinha: novo formato virou tendência e rende mais espaço gastando menos
- Entenda por que bocejar não é apenas sinal de cansaço e por que é necessário ficar em alerta, segundo especialistas
Fazer piadas em momentos de crise é, na verdade, um potente mecanismo de defesa. O cérebro utiliza o humor para criar uma distância emocional entre o indivíduo e a dor avassaladora que ele está sentindo.
Essa atitude funciona como uma válvula de escape para a ansiedade acumulada. Quando o estresse atinge níveis insuportáveis, o riso surge para evitar um colapso emocional completo e imediato.
Muitos especialistas chamam isso de “humor de forca” ou humor negro. É uma ferramenta de sobrevivência psicológica que permite que o ser humano processe situações traumáticas sem se quebrar emocionalmente.
Além disso, o humor ajuda a restabelecer uma sensação momentânea de controle. Rir de algo terrível diminui o peso que aquele evento tem sobre o nosso estado de espírito e nos dá fôlego.
A fronteira entre o alívio e a fuga emocional
Embora seja útil para aliviar a tensão, o humor constante pode esconder uma dificuldade em lidar com a vulnerabilidade. Algumas pessoas usam a piada como um escudo rígido para não encarar sentimentos profundos e dolorosos.
Em ambientes de alta pressão, como hospitais ou delegacias, esse hábito é uma forma de coesão social. Ele une os profissionais em torno do absurdo da situação, criando um senso de camaradagem essencial para o trabalho.
No entanto, é preciso ter sensibilidade para entender o impacto desse riso nos outros ao redor. O que para um funciona como cura, para outro pode soar como desrespeito ou frieza extrema diante do sofrimento alheio.
No fim das contas, entender a psicologia por trás do humor nos ajuda a ser mais compassivos com os outros. Na maioria das vezes, quem faz a piada fora de hora é justamente quem está tentando desesperadamente não chorar.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






