Mesmo com faculdade, essas profissões ainda são desvalorizadas e têm salários baixos
Anos de estudo, diploma na mão e, ainda assim, remuneração abaixo do esperado fazem parte da realidade de muitas carreiras no Brasil

Concluir o ensino superior sempre foi visto como um caminho quase garantido para melhores salários e estabilidade profissional. No entanto, a realidade do mercado de trabalho brasileiro mostra que ter diploma não significa, necessariamente, ganhar bem.
Diversas profissões exigem formação universitária, registro em conselho e atualização constante, mas seguem enfrentando baixos salários e pouca valorização.
Fatores como excesso de profissionais no mercado, falta de políticas públicas, pouca organização da categoria e alta carga de trabalho ajudam a explicar por que algumas carreiras continuam mal remuneradas, mesmo sendo essenciais para a sociedade.
A seguir, veja profissões que exigem faculdade, mas ainda sofrem com desvalorização e salários baixos:
Professores da educação básica
Mesmo com licenciatura, especializações e anos de experiência, muitos professores recebem salários que mal acompanham o custo de vida. A sobrecarga de trabalho, salas cheias e múltiplas jornadas agravam a situação, tornando a profissão uma das mais desafiadoras do país.
Assistentes sociais
Atuam diretamente com populações vulneráveis e em políticas públicas essenciais, mas a remuneração costuma ser baixa em relação à responsabilidade do cargo. Muitos profissionais enfrentam contratos temporários e falta de estrutura adequada.
Jornalistas
Apesar de exigirem diploma, domínio de múltiplas habilidades e atualização constante, jornalistas lidam com salários reduzidos, jornadas extensas e instabilidade. A digitalização do setor ampliou a demanda por produção, mas não acompanhou a valorização financeira.
Bibliotecários
Com formação específica e conhecimento técnico fundamental para a organização e acesso à informação, bibliotecários encontram poucas oportunidades e remuneração limitada, especialmente fora do serviço público.
Nutricionistas
Mesmo sendo uma área em crescimento, muitos nutricionistas enfrentam salários baixos, especialmente no início da carreira. Plantões longos, vínculos precários e competição intensa dificultam a valorização.
Por que essas profissões são tão desvalorizadas?
A principal razão está no desequilíbrio entre oferta e demanda. Em algumas áreas, o número de formados supera as vagas disponíveis. Em outras, falta reconhecimento institucional e investimento contínuo, o que impacta diretamente os salários.
Além disso, a informalidade, contratos temporários e a terceirização contribuem para a precarização do trabalho em diversas carreiras que exigem ensino superior.
O que avaliar antes de escolher uma profissão
Antes de ingressar em uma faculdade, é importante analisar não apenas a vocação, mas também:
– Média salarial da área;
– Mercado de trabalho na sua região;
– Possibilidades de crescimento e especialização;
– Carga horária e qualidade de vida;
– Estabilidade e demanda futura.
O diploma continua sendo importante, mas o planejamento de carreira se tornou essencial para evitar frustrações e garantir melhores oportunidades no longo prazo.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






