Nova teoria de Shrek aponta que um detalhe indica que Fiona pode não ser a verdadeira protagonista

Interpretação viral diz que os livros que abrem os filmes contam histórias de princesas diferentes e sugere que a “maldição” pode ter sido entendida de forma errada desde o início

Layne Brito Layne Brito -
Nova teoria de Shrek
(Foto: Captura de Tela/Youtube)

Uma teoria que voltou a ganhar força nas redes sociais está fazendo fãs revisitarem a história de Shrek sob um novo ponto de vista.

A discussão gira em torno de um detalhe que passa despercebido para a maioria. Os livros de conto de fadas que abrem o primeiro e o segundo filme podem não estar contando a mesma história.

A interpretação sugere que o prólogo do primeiro filme não se refere diretamente à Fiona, mas a outra princesa.

A ideia surge a partir da comparação visual entre os livros.

Enquanto Fiona é apresentada claramente como uma princesa ruiva no segundo filme, o primeiro livro mostraria uma princesa de aparência diferente, o que levantou a hipótese de que seriam personagens distintos, ligadas por uma maldição parecida.

O ponto central da teoria está na maldição. No universo conhecido do filme, Fiona se transforma em ogra durante a noite.

No entanto, a leitura alternativa afirma que o conto apresentado no livro não descreve essa transformação de forma direta. Para os defensores, os símbolos usados sugerem outra possibilidade.

Em vez de virar ogra, a princesa do conto se transformaria em dragão durante a noite.

Essa interpretação muda completamente a lógica do resgate. Cavaleiros costumam ir à torre durante a noite para enfrentar o dragão e salvar a princesa.

Mas, se a princesa vira o próprio dragão nesse período, não existiria princesa para ser resgatada. O monstro e a donzela seriam a mesma pessoa, o que explicaria por que todos os cavaleiros falhavam.

Onde a Fiona entra nessa história

Segundo a teoria, Fiona não seria a princesa do conto de fadas original apresentado no livro que abre os filmes. Ela seria a protagonista da narrativa do filme, mas não da lenda que serve como base para a história.

Nessa leitura, o conto inicial falaria de uma princesa mais antiga, amaldiçoada de outra forma, que se transformaria em dragão durante a noite.

Fiona entraria depois, ocupando o papel de princesa dentro da estrutura do conto, mas com uma maldição diferente. Em vez de virar dragão, ela se transforma em ogra.

Isso explicaria por que a história parece reutilizar elementos clássicos do conto de fadas, mas apresenta duas maldições distintas.

Para os defensores da teoria, Fiona herdaria a função narrativa da princesa, enquanto a protagonista original do conto permaneceria esquecida, representada pelo dragão.

Outro detalhe que fortalece essa leitura é o comportamento do dragão ao longo do filme.

Ele é retratado como inteligente, expressivo e capaz de criar vínculos afetivos, o que, para os fãs da teoria, reforça a ideia de que ele não seria apenas um monstro comum, mas alguém preso a uma forma amaldiçoada.

A teoria também tenta reinterpretar o relacionamento entre o dragão e o Burro. A leitura sugere que, ao encontrar um animal falante com atitudes humanas, o dragão poderia acreditar que ele também estivesse sob algum tipo de feitiço.

O romance, nesse caso, surgiria da esperança de quebrar a própria maldição, algo que não acontece por ela já existir há muitos anos.

Como toda teoria de internet, a interpretação não é oficial e depende de leituras visuais e simbólicas. Ainda assim, ela chama atenção por reorganizar a lógica do conto e levantar uma pergunta curiosa.

E se a história que abre Shrek nunca foi, de fato, sobre a Fiona?

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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