Como os cães escolhem sua pessoa preferida, segundo uma veterinária

Gestos simples influenciam decisões silenciosas feitas pelos cães dentro de casa

Magno Oliver Magno Oliver -
Como os cães escolhem sua pessoa preferida, segundo uma veterinária
(Foto: Captura de tela / Youtbe)

O comportamento de cães que seguem um único morador da casa, buscam sua companhia constante e demonstram maior tranquilidade em sua presença é comum e desperta curiosidade entre tutores.

Essa escolha não ocorre por acaso e está relacionada a fatores emocionais, biológicos e comportamentais. A ciência veterinária explica que os cães desenvolvem vínculos mais fortes com quem lhes transmite segurança e previsibilidade.

De acordo com a veterinária Juliana Stephani, em entrevista ao jornal Metrópoles, os cães são altamente sensíveis à postura, à energia emocional e à forma como as pessoas se comunicam.

“O cachorro identifica quem transmite mais segurança e constância, e naturalmente se aproxima dessa figura”, afirma.

Segundo ela, o animal tende a reconhecer como referência aquele tutor que impõe limites com paciência, firmeza e afeto, sem o uso de agressividade.

Esse comportamento está ligado a padrões herdados da vida em grupo dos ancestrais dos cães. Ainda conforme Juliana Stephani, o animal reproduz, dentro do ambiente doméstico, a lógica da matilha.

“Assim como ocorre na natureza, onde há a figura do líder, dentro de casa o cão enxerga esse papel na pessoa que conduz a rotina com equilíbrio”, explicou ao Metrópoles. Essa liderança é percebida mais pelas atitudes do que por comandos autoritários.

O fortalecimento do vínculo também tem base fisiológica. A veterinária destaca que interações positivas frequentes estimulam a liberação de ocitocina, hormônio associado à criação de laços afetivos.

“Não se trata apenas de carinho. Alimentar, passear, brincar e compartilhar momentos positivos constroem uma relação de confiança”, disse.

Entre os sinais de preferência estão seguir a pessoa pela casa, buscar contato visual, levar brinquedos e procurar proximidade em momentos de medo.

Essa conexão pode ser construída ao longo do tempo. Segundo Juliana Stephani, o vínculo não depende de favoritismo imediato, mas de constância no cuidado.

“A paciência, o amor e a presença real no dia a dia fazem toda a diferença para o cão se sentir seguro e conectado ao tutor”, concluiu. O entendimento desse processo reforça a importância da convivência consciente para o bem-estar animal.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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