Avós podem processar os pais que não permitem que vejam os netos?

Justiça pode garantir o direito de convivência entre avós e netos quando houver impedimento injustificado por parte dos responsáveis

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
aiba se avós podem processar os pais que impedem o contato com os netos, o que diz a lei, quando a Justiça permite visitas e se pode ser alienação parental.
(Foto: Agência Brasil)

Avós podem processar os pais que não permitem que vejam os netos quando o impedimento de convivência acontece sem motivo relevante e prejudica o vínculo familiar. A legislação brasileira assegura a convivência familiar como um direito da criança, o que inclui também parentes próximos, como os avós.

O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que a criança deve crescer em ambiente familiar saudável e com vínculos afetivos preservados. Por isso, quando responsáveis rompem o contato de forma injustificada, os avós podem recorrer ao Judiciário para regularizar a convivência.

Impedimento de visitas pode ser analisado pela Justiça

Quando os responsáveis proíbem totalmente o contato entre avós e netos, os avós podem entrar com ação judicial pedindo a regulamentação de visitas. Nesse cenário, o juiz avalia o caso concreto e prioriza o melhor interesse da criança.

Além disso, a Justiça pode definir visitas periódicas, encontros assistidos ou regras específicas de convivência, conforme a realidade familiar apresentada no processo.

Restrição injustificada pode indicar alienação parental

Em determinadas situações, o afastamento intencional da criança de familiares próximos pode configurar indícios de alienação parental. Isso ocorre, sobretudo, quando um dos responsáveis tenta enfraquecer vínculos afetivos importantes sem justificativa plausível.

Por outro lado, cada caso exige análise individual. Se houver riscos à integridade física, emocional ou psicológica da criança, a restrição ao convívio pode ser considerada legítima.

Direito de convivência dos avós tem limites legais

O direito de convivência dos avós não é automático nem absoluto. O Judiciário avalia provas, histórico familiar e o impacto da convivência no desenvolvimento do menor antes de tomar qualquer decisão.

Dessa forma, o juiz pode limitar ou até negar visitas quando identificar conflitos graves, ambiente prejudicial ou qualquer situação que comprometa o bem-estar da criança.

Como funciona a decisão judicial nesses casos

Durante o processo, o juiz pode ouvir as partes, solicitar estudo psicossocial e analisar o histórico de convivência familiar. Assim, a decisão busca preservar o equilíbrio emocional da criança e fortalecer vínculos afetivos saudáveis.

Consequentemente, quando existe relação afetiva entre avós e netos e não há riscos ao menor, a Justiça tende a permitir e organizar a convivência de forma regulamentada.

O aumento de conflitos familiares envolvendo convivência com netos tem levado o Judiciário a reforçar o princípio do melhor interesse da criança. Portanto, impedir totalmente o contato entre avós e netos pode gerar ação judicial e regulamentação de visitas, sempre com foco na proteção emocional e no desenvolvimento saudável do menor.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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