Aposentados podem receber até R$ 110 mil em 2026: veja quem tem direito ao pagamento do governo

Com novo teto, valor de aposentadorias pode superar R$ 110 mil em 2026 para segurados que recebem o limite do INSS

Gustavo de Souza -
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(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O reajuste anual dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a valer em 2026 e já altera os valores recebidos por milhões de aposentados. A atualização foi oficializada pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, que reajustou os benefícios com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O aumento médio aplicado foi de 3,9%. Com isso, o piso dos benefícios passou a acompanhar o novo salário mínimo de R$ 1.621, enquanto o teto previdenciário foi elevado para R$ 8.475,55.

As faixas de contribuição para trabalhadores com carteira assinada, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As alíquotas seguem progressivas, variando entre 7,5% e 14%, de acordo com o salário.

Na nova tabela, rendimentos de até R$ 1.621 têm contribuição de 7,5%, enquanto valores entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55 entram na faixa máxima de 14%.

Quem pode receber até R$ 110 mil no ano

Para alcançar o teto previdenciário do INSS, o segurado precisa ter contribuído durante a maior parte da vida profissional com salários próximos ao limite máximo de contribuição da Previdência. Isso costuma ocorrer com trabalhadores de renda mais alta que mantiveram contribuições elevadas ao longo da carreira.

Desde a Reforma da Previdência, o cálculo da aposentadoria considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. Assim, quanto maiores forem essas contribuições e quanto maior for o tempo total de recolhimento ao INSS, maiores são as chances de o benefício se aproximar do teto.

Quando o aposentado recebe o valor máximo do INSS, hoje em R$ 8.475,55, durante os 12 meses do ano e também o 13º salário, o total bruto anual pode ultrapassar R$ 110 mil em 2026.

Benefícios assistenciais

O reajuste também impacta benefícios assistenciais. Como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), destinado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência, é do valor de um salário mínimo, ele também passa a valer R$ 1621.

Diferentemente das aposentadorias, o BPC não exige contribuição ao INSS e não inclui pagamento de 13º salário.

Outro benefício que teve atualização foi o destinado a seringueiros e seus dependentes, reajustado para R$ 3.242 mensais.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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