A ciência explica por que algumas pessoas falam dormindo
Conhecido como sonilóquio, o fenômeno costuma ser inofensivo e pode estar relacionado ao estresse, à privação de sono e a pequenas ativações do cérebro durante a noite

Muitas pessoas só descobrem que falam enquanto dormem porque alguém conta na manhã seguinte. O mais curioso é que, na maioria dos casos, quem teve o episódio não se lembra de absolutamente nada ao acordar.
Esse fenômeno desperta a curiosidade de médicos e especialistas do sono há muitos anos. Conhecido cientificamente como sonilóquio, ele é relativamente comum e, na maior parte das vezes, não representa risco para a saúde.
O sonilóquio pode se manifestar de diferentes formas. Algumas pessoas apenas murmuram palavras soltas, enquanto outras chegam a pronunciar frases completas ou até parecem manter pequenas conversas durante o sono.
Além disso, esses episódios podem acontecer tanto nas fases mais profundas do sono quanto durante o sono REM, período em que os sonhos costumam ser mais intensos.
Por que algumas pessoas falam dormindo?
Os especialistas ainda não identificaram uma única causa para o sonilóquio. No entanto, diversos fatores aumentam as chances de esse comportamento ocorrer.
Entre os principais estão:
- estresse e ansiedade;
- privação de sono;
- febre ou algumas doenças;
- consumo de bebidas alcoólicas;
- uso de determinados medicamentos;
- histórico familiar.
Segundo os pesquisadores, o fenômeno pode ocorrer quando o cérebro não faz uma transição completa entre as diferentes fases do sono. Como resultado, pequenas ativações permitem que a pessoa emita sons ou palavras sem acordar completamente.
Uma dúvida bastante comum é se quem fala dormindo pode revelar segredos. De acordo com os especialistas, a resposta é não.
Embora algumas frases pareçam fazer sentido, elas normalmente não refletem pensamentos conscientes nem informações que a pessoa deseja esconder. Na maioria das vezes, as palavras surgem de forma desconexa e sem contexto.
Em geral, o sonilóquio não interfere na qualidade do descanso. Mesmo assim, médicos recomendam procurar avaliação quando os episódios se tornam muito frequentes, aparecem acompanhados de movimentos violentos, causam sonolência excessiva durante o dia ou começam de forma repentina na vida adulta.
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