Queimar cascas de alho: para que serve e por que é recomendado

Prática ligada a crenças antigas, queimar cascas de alho é vista como ritual simbólico de proteção, renovação e prosperidade

Gustavo de Souza -
Queimar cascas de alho: para que serve e por que é recomendado
(Foto: Ilustração/Tijana Drndarski/Unsplash)

Em muitas casas brasileiras, pouca coisa vai para o lixo antes de ganhar uma última utilidade. Com a casca do alho, ingrediente tão presente na cozinha, não é diferente: para algumas pessoas, ela também carrega valor simbólico.

A prática de queimar cascas de alho aparece como uma defumação doméstica, ligada a crenças antigas sobre proteção, limpeza do ambiente e abertura de caminhos. Não é recomendação médica nem tem efeito comprovado pela ciência, mas segue viva como costume popular.

Por que o alho ganhou esse simbolismo

O alho sempre ocupou um lugar curioso entre o alimento, o remédio caseiro e a superstição. Em tradições europeias e mediterrâneas, foi associado à defesa da casa e ao afastamento de influências negativas.

No Brasil, esse imaginário encontra eco em simpatias e práticas de limpeza espiritual, especialmente quando a intenção é renovar o clima do lar. Ao queimar as cascas, quem realiza o ritual acredita que a fumaça ajuda a “descarregar” o ambiente e reforçar pedidos de prosperidade.

Como o ritual costuma ser feito

A forma mais comum é guardar as cascas que sobram do preparo dos alimentos, deixá-las secar e colocá-las em um recipiente resistente ao calor. Depois, elas são acesas com cuidado, apenas até soltarem fumaça.

Algumas pessoas passam pelos cômodos, principalmente sala, cozinha e entrada, enquanto mentalizam proteção ou repetem frases ligadas à abundância. Sexta-feira costuma ser citada como dia favorável por quem segue essa tradição.

Cuidados necessários

Apesar do caráter simbólico, a prática exige atenção. Qualquer fumaça dentro de casa pode incomodar olhos e vias respiratórias, sobretudo em crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma ou bronquite.

Por isso, o ideal é manter o ambiente ventilado, usar pouca quantidade e nunca deixar o recipiente sem supervisão. No fim, a recomendação vale mais como gesto de intenção do que como solução garantida.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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