Fim da escala 6×1: gigantes dos supermercados e farmácias anunciam mudança na escala para todos os trabalhadores
Desuso da escala 6x1 ganhou espaço no varejo começa a alterar rotinas, horários e estratégias de contratação em empresas de grande porte

Durante décadas, trabalhar na escala 6×1 (seis dias trabalhados para descansar apenas um) foi uma realizade comum no comércio brasileiro. Agora, grandes empresas começam a rever esse formatopara enfrentar dificuldades de contratação e reduzir a saída de funcionários.
Decisões tomadas por redes com milhares de empregados mostram que as duas folgas semanais ganharam espaço no debate público. Mudanças de funcionamento de empresas e mobiliozações políticas são frutos de pressão popular, ativa em relação a essa pauta.
Mudança avança no setor privado
Relevantes nomes da economia e do ramo empresarial vão gradativamente abandonando a escala 6×1. Por exemplo, a RD Saúde, responsável pelas redes Raia e Drogasil, começou a implantação da escala 5×2 no segundo semestre de 2025. No início de 2026, o modelo alcançou a operação das aproximadamente 3,6 mil farmácias.
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Porém, existem exceções dentro dessas lojas. Segundo o diretor de Gente e Cultura da companhia, Daniel Moraes, unidades que não funcionam aos domingos e a operação da madrugada não foram incluídas.
A empresa organizou turnos e equipes para manter o atendimento. Além disso, informou que um indicador interno apontou aprovação de 75% entre os funcionários.
Nos supermercados, o Grupo Supernosso iniciou um projeto-piloto em três lojas de Belo Horizonte, envolvendo cerca de 500 empregados. Depois da experiência, anunciou a expansão para as 45 unidades das bandeiras Supernosso e Apoio Mineiro.
A implantação ocorre gradualmente e deve ser concluída em agosto. A expectativa divulgada pela companhia é alcançar aproximadamente 4,8 mil trabalhadores.
Duas folgas, mas mesma carga horária
A escala 5×2 ainda não significa, necessariamente, redução da carga semanal. No Supernosso, a jornada diária passou de 7h20 para 8h48, mantendo as 44 horas previstas atualmente.
O fim nacional da escala 6×1 também depende do Congresso. A Câmara aprovou a PEC 221/2019, que estabelece 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem redução salarial.
Até o presente momento, a proposta ainda aguarda análise do Senado. Portanto, a escala 6×1 continua permitida, desde que sejam respeitados os limites de jornada, o descanso semanal e as convenções coletivas.
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