Advogado goiano pede R$ 12 bilhões ao STF e denuncia suposta conspiração internacional para clonagem de DNA

Na ação, autor afirma ser vítima de um grupo que usaria tecnologias para manipular DNA, controlar mentes e alterar acontecimentos do passado, além de citar autoridades, empresários e celebridades entre os envolvidos

Ícaro Gonçalves -
Plenário do Supremo Tribunal Federal
Plenário do Supremo Tribunal Federal (Foto: Reprodução/STF)

Um advogado de Goiás ingressou com uma ação um tanto curiosa no Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de maio, na qual pede indenização de R$ 12 bilhões.

Na petição, apresentada no dia 20 daquele mês, o advogado afirma ser alvo de uma suposta organização internacional que teria feito uso de tecnologias avançadas para clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental e outros crimes.

O caso chamou atenção pelo valor da indenização pedida, mas também pelo número de pessoas e instituições acusadas pelo advogado de fazerem parte do tal grupo criminoso internacional.

Entre os citados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, governos estaduais e polícias civis.

Também aparecem a Igreja Católica, o papa Leão XIV e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de personalidades como Mark Zuckerberg, Bill Gates, Leonardo DiCaprio, Charlie Sheen, Vinícius Júnior, Ivete Sangalo, Miguel Falabella e Camila Queiroz.

De acordo com o documento, o grupo utilizaria satélites, robôs e outras tecnologias para alterar material genético, estando ligado a supostos casos de violência, desaparecimentos, lavagem de dinheiro e desvio de patrimônio.

O advogado também denuncia a existência de membros supostamente infiltrados em instituições públicas. Afirma ainda que eles possuem uma tecnologia capaz de alterar acontecimentos do passado para esconder crimes e modificar provas.

Ele narra já ter feito denúncias semelhantes à Ouvidoria da Polícia Federal desde 2023, mas que os casos teriam sido arquivados.

Na ação, o autor também solicita providências para criminalizar a clonagem de DNA, impedir alterações genéticas e restringir a manipulação de material genético.

Ele também pede a concessão de pensão mensal com valores entre R$ 2 mil e R$ 35 mil pagos por alguns dos acusados, além de concessão de medida protetiva e comunicação do caso ao FBI por meio da Embaixada dos Estados Unidos.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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