Advogada de Anápolis presa em investigação sobre fraude de R$ 75 milhões contra financeira ligada à família de Romeu Zema é solta
Apesar da soltura, investigada segue respondendo ao inquérito que apura suposto esquema de fraude milionária contra a Zema Financeira

A Justiça revogou a prisão preventiva da advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, investigada por suposta participação em um esquema de fraudes que teria causado prejuízo estimado em R$ 75 milhões à Zema Financeira, instituição ligada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
A informação foi confirmada pela defesa da investigada. Segundo o advogado Marcelo Teixeira de Sousa, a decisão foi cumprida na noite desta quarta-feira (05), e Jéssika já deixou o presídio.
A advogada havia sido presa no dia 21 de julho, durante a Operação Phoenix, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO). Na ocasião, os investigadores apontaram que ela teria dado suporte logístico e financeiro ao grupo suspeito de participar do ataque cibernético contra a instituição financeira.
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Como mostrou o Portal 6, a investigação sustenta que Jéssika teria disponibilizado contas bancárias e uma empresa registrada em seu nome para movimentação de recursos supostamente obtidos de forma ilícita. A defesa, entretanto, nega as acusações e afirma que não há provas que demonstrem movimentações financeiras irregulares.
O principal alvo da investigação é o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, companheiro da advogada e apontado pela PC como líder do suposto esquema. Segundo as apurações, ele deixou o Brasil antes do cumprimento do mandado de prisão e estaria em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Além da suposta invasão aos sistemas da Zema Financeira, a PC também investiga a atuação da fintech Naskar Gestão de Ativos, empresa ligada a Douglas.
Conforme a investigação, a companhia captava recursos prometendo rendimentos acima dos praticados no mercado e, posteriormente, teria interrompido pagamentos e a devolução dos valores investidos.
As apurações indicam que cerca de 3 mil investidores podem ter sido prejudicados em todo o país, com prejuízo estimado em até R$ 900 milhões.
Apesar da revogação da prisão preventiva, Jéssika continua sendo investigada. O inquérito permanece em andamento e eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e de futuras decisões da Justiça.
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