A ciência precisa de evidências. A sociedade precisa de transparência.

Nos últimos dias, estudos científicos, audiências públicas e documentos divulgados nos Estados Unidos reacenderam discussões sobre decisões tomadas naquele período.

José Fernandes José Fernandes -
A ciência precisa de evidências. A sociedade precisa de transparência.
Vacinação contra Covid-19. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

A pandemia recente deixou milhões de vidas salvas, milhares de famílias enlutadas e muitas perguntas que continuam sendo investigadas. Nos últimos dias, estudos científicos, audiências públicas e documentos divulgados nos Estados Unidos reacenderam discussões sobre decisões tomadas naquele período. Independentemente das conclusões que essas investigações alcancem, uma lição permanece: na medicina, nenhuma conduta deve estar acima do questionamento científico.

Recentemente, uma revisão sistemática liderada pelo cardiologista Peter McCullough reuniu relatos de autópsias publicados na literatura científica e concluiu que, nos casos analisados, 73,9% das mortes poderiam ter sido diretamente relacionadas ou significativamente influenciadas pela vacinação contra o vírus pandêmico. O trabalho observou que muitos dos óbitos ocorreram na primeira semana após a aplicação. Como toda publicação científica, porém, suas conclusões vêm sendo debatidas e confrontadas por outros pesquisadores, reforçando a importância da reprodução independente dos resultados e da análise crítica das evidências.

Da mesma forma, hipóteses, relatos ou mesmo estudos isolados não podem ser transformados em verdades definitivas antes de serem confirmados pelo conjunto das evidências científicas. Ciência séria não se constrói pela autoridade de quem fala, mas pela qualidade das provas, pela transparência dos dados e pela capacidade de corrigir os próprios erros.

Um dos maiores legados da pandemia é afirmarmos que a confiança não nasce da ausência de dúvidas, mas da honestidade em investigá-las. Médicos, pesquisadores, governos e instituições fortalecem sua credibilidade quando colocam as evidências acima das convicções. Afinal, a ciência nunca foi feita de certezas absolutas; ela sempre avançou porque teve coragem de fazer as perguntas certas. É isso.

José Fernandes

José Fernandes

José Fernandes é médico (ortopedista e legista) e bacharel em direito. Atualmente vereador em Anápolis pelo MDB. Escreve todas as sextas-feiras.

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