María Gámez, dentista: “A escova de dentes deve ser trocada a cada três meses”
Aspecto das cerdas pode revelar que chegou a hora da substituição antes mesmo do prazo normalmente recomendado

A escova de dentes acompanha a rotina diariamente, mas nem sempre recebe a mesma atenção dedicada ao creme dental ou ao fio dental. Continuar usando o objeto por tempo demais pode comprometer justamente sua principal função: ajudar na remoção da placa e dos resíduos.
A dentista espanhola María Gámez chama atenção para um prazo simples que pode servir de referência para saber quando trocar a escova de dentes.
Três meses são uma boa referência
Em entrevista ao jornal 20minutos, Gámez recomendou fazer a substituição aproximadamente a cada três meses, antecipando a troca quando as cerdas estiverem desgastadas.
A orientação está próxima da adotada pela American Dental Association (ADA), que recomenda substituir a escova manual ou a cabeça da elétrica a cada três ou quatro meses, ou antes quando as cerdas estiverem abertas, amassadas ou desfiadas.
Isso acontece porque uma escova desgastada perde eficiência na limpeza dos dentes.
O que observar antes do prazo
Não é necessário esperar completar exatamente três meses. Cerdas deformadas, muito abertas ou deterioradas indicam que chegou a hora de pegar uma escova nova.
Outro cuidado importante é escolher modelos com cerdas macias. O Ministério da Saúde também orienta usar creme dental com flúor, escovar os dentes regularmente e complementar a higiene com fio dental.
Já a ideia de que todo mundo precisa obrigatoriamente trocar a escova depois de gripe ou outra virose merece cautela.
A própria ADA informa que, em geral, não é necessário descartá-la após uma doença comum, pois o risco de a pessoa se reinfectar pelo próprio objeto é considerado baixo. Pessoas com imunidade comprometida podem precisar de orientação individual.
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