Aos 13 anos, jovem brasileiro conquista duas medalhas de ouro em Olimpíada Internacional de Matemática e supera disputa com mais de 3 mil estudantes de 37 países
Estudante de São Bernardo do Campo voltou a se destacar em competição internacional e ficou entre os 2% melhores participantes de sua faixa

Aos 13 anos, o estudante Lorenzo do Prado Oliveira, de São Bernardo do Campo, em São Paulo, voltou a chamar atenção pelo desempenho em uma competição internacional de matemática. Em 2025, o estudante conquistou pelo segundo ano consecutivo a medalha de ouro na Olimpíada de Matemática SIMOC, realizada em Singapura.
A competição reuniu mais de 3 mil estudantes de 37 países, e apenas os 2% melhores colocados de cada faixa receberam a medalha de ouro. Lorenzo também conquistou uma medalha de prata na disputa por equipes.
Brasileiro ficou entre os melhores
A delegação brasileira contou com 32 participantes na competição. Entre eles, Lorenzo foi o único a conquistar o ouro individual, segundo informações divulgadas pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT).
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Além disso, o resultado colocou o jovem entre uma parcela bastante restrita dos competidores. Apenas 2% dos participantes de cada faixa alcançaram a medalha de ouro, de acordo com a instituição.
O estudante repetiu, portanto, o resultado obtido na edição anterior da competição e garantiu o segundo ouro consecutivo.
Como funciona a Olimpíada de Matemática?
O SIMOC, sigla para Singapore International Math Olympiad Challenge, reúne estudantes de diferentes países em atividades que avaliam conhecimentos matemáticos e capacidade de resolver problemas.
A programação não se limita a questões individuais. Os participantes também enfrentam atividades em grupo e jogos matemáticos, que exigem raciocínio lógico, estratégia e trabalho em equipe.
Dessa forma, a competição avalia diferentes habilidades além da simples resolução de exercícios.
Caminho até a competição passou por outras provas
O resultado em Singapura veio depois de Lorenzo participar de outras competições internacionais. Antes do SIMOC, o estudante conquistou medalhas na American International Mathematics Olympiad, na Global Finals e na SASMO.
Esses resultados ajudaram o brasileiro a avançar no circuito de competições que antecede a disputa em Singapura.
Assim, o ouro conquistado aos 13 anos faz parte de uma trajetória que já vinha sendo construída em diferentes olimpíadas de matemática.
Jovem já havia se destacado na televisão
A matemática também já havia levado Lorenzo a um programa de televisão. Em 2023, ele participou do quadro “Pequenos Gênios”, exibido no Domingão com Huck, e terminou como campeão.
A participação contribuiu para tornar o estudante conhecido fora do ambiente escolar e das competições acadêmicas.
No entanto, o resultado internacional em Singapura veio de uma sequência própria de provas e classificações em olimpíadas de matemática.
Desempenho chamou atenção da Fundação
A trajetória do estudante também despertou o interesse da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT). Durante uma visita de Lorenzo à instituição, o desempenho do jovem motivou discussões sobre formas de apoiar outros estudantes com potencial científico.
A FAT passou a idealizar um possível programa institucional e parcerias voltadas ao incentivo de jovens talentos. A proposta ainda estava em fase de concepção, e não funcionava como um programa já implantado.
A ideia é ampliar oportunidades para estudantes que se destacam em atividades científicas e competições acadêmicas.
Resultado vai além das medalhas
A conquista de Lorenzo reúne números que ajudam a dimensionar o resultado. Foram mais de 3 mil participantes, representantes de 37 países e apenas 2% de medalhistas de ouro em cada faixa.
Além do ouro individual, o brasileiro ainda levou uma medalha de prata na competição por equipes.
Com apenas 13 anos, Lorenzo também começa a construir uma trajetória que pode abrir portas para novas competições e oportunidades acadêmicas.
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