Panfleto com oferta de empréstimos de até R$ 10 mil é deixado dentro de delegacia em Aparecida de Goiânia
Material oferecia diferentes planos com juros elevados e exigia documentos pessoais, extrato bancário e localização dos interessados

Um panfleto com oferta de empréstimos e cobrança de juros considerados abusivos chamou a atenção de policiais do 7º Distrito de Polícia Civil (PC) de Aparecida de Goiânia.
O material foi deixado dentro da própria delegacia há cerca de um mês e apresentava 13 opções de empréstimo, com valores que iam de R$ 300 a R$ 10 mil. Segundo o anúncio, os pagamentos deveriam ser feitos diariamente.
No plano mais barato, de R$ 300, eram cobrados R$ 60 a mais, com possibilidade de pagamento em 20 parcelas de R$ 18 ou 24 de R$ 15.
Já no empréstimo de R$ 10 mil, o valor final chegava a R$ 12 mil. Nesse caso, o pagamento poderia ser feito em 20 parcelas de R$ 600 ou 24 de R$ 520.
Cadastro exigia dados pessoais
Antes de receber o dinheiro, o interessado precisava fornecer uma série de informações.
Entre os dados exigidos estavam documento com foto, comprovante de endereço, localização pelo Google Maps, extrato bancário em PDF e dois números de telefone para contato.
O delegado Henrique Berocan, titular da unidade, afirmou que o responsável pelo material ainda não foi identificado.
“Foi deixado na delegacia há mais de um mês, mas no panfleto é agiotagem. Ele não foi identificado, estava apenas distribuindo o panfleto. Ninguém viu, ele deixou e saiu”, contou.
Polícia já investiga outros casos
O episódio ocorre poucos dias depois de outro caso envolvendo agiotagem em Aparecida de Goiânia.
No último dia 02, um homem de nacionalidade colombiana foi preso suspeito de extorsão e ameaça após se envolver em um acidente com uma viatura descaracterizada da PC, na BR-153, na região do Jardim Paraíso.
Durante a ocorrência, os agentes apreenderam dois celulares e R$ 206 em dinheiro.
A partir da análise inicial das mensagens encontradas nos aparelhos, a polícia passou a suspeitar que o homem cobrava juros elevados e ameaçava pessoas que estavam em débito.
Segundo Berocan, a PC tem intensificado o combate a esse tipo de prática, principalmente quando há violência envolvida.
“Agiotagem já é crime e, quando envolve violência, extorsão e ameaça, ainda piora”, afirmou.
O delegado também destacou que a prática envolve cobrança de juros acima dos limites legais.
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