Adeus, tijolos na construção: mulher recebe casa feita com 7 toneladas de plástico reciclado e paredes são erguidas em apenas 2 dias
O que parecia impossível para uma família sem recursos ganhou forma graças a uma solução que mudou completamente uma das etapas mais demoradas da obra

Depois de passar anos economizando para conseguir um terreno, Cindy Mora Abarca enfrentou um novo problema: praticamente todo o dinheiro havia acabado e ainda faltava levantar a casa onde viveria com o filho.
A solução encontrada em Alajuelita, na Costa Rica, fugiu completamente da alvenaria tradicional.
Em vez de tijolos, as paredes foram montadas com centenas de blocos produzidos a partir de plástico reciclado. No total, aproximadamente 7 toneladas de resíduos ganharam uma nova finalidade dentro da construção.
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Blocos encaixam uns nos outros
O sistema utilizado recebe o nome de Bloqueplas.
Garrafas, sacolas, embalagens e outros plásticos passam por processamento até se transformarem em peças modulares. Depois, os blocos são encaixados para formar as paredes.
Cerca de 850 peças foram utilizadas na residência de Cindy.
A lógica lembra grandes blocos de montar e reduz etapas que seriam necessárias em uma parede convencional. Por isso, a estrutura das paredes pôde ser erguida em aproximadamente dois dias.
Uma solução semelhante já apareceu em casas brasileiras montadas com blocos de plástico reciclado que se encaixam como Lego.
Isso não significa, porém, que a residência inteira ficou pronta nesse prazo.
Obra completa levou mais tempo
Fundação, cobertura, portas, janelas, instalações elétricas e encanamento continuaram dependendo de técnicas convencionais.
A construção começou em abril de 2018 e ficou pronta semanas depois. O projeto também contou com centenas de horas de trabalho voluntário.
A iniciativa reuniu Habitat for Humanity Costa Rica, Procter & Gamble, Urbarium e Ekojunto.
O uso de plástico na construção não se limita a esse modelo. No Brasil, já existem blocos que incorporam resíduos plásticos e dispensam parte da argamassa.
Também aparecem alternativas como painéis de PVC preenchidos com concreto para acelerar a construção de moradias.
No caso de Cindy, a inovação resolveu dois problemas ao mesmo tempo: deu destino a toneladas de resíduos e tornou possível levantar as paredes da casa que ela não tinha recursos para construir pelo método tradicional.
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