Homem é condenado a mais de 16 anos por participação na morte de advogado em frente a escritório em Rio Verde
Ronaldo Silvano Moreira recebeu pena em regime fechado, enquanto duas rés foram absolvidas de todas as acusações

Ronaldo Silvano Moreira foi condenado a 16 anos, 7 meses e 31 dias de reclusão pela morte do advogado Cássio Bruno Barroso, assassinado a tiros em frente ao escritório onde trabalhava, em Rio Verde.
A sentença foi proferida nesta quinta-feira (1º) pelo juiz Alexandre Moraes Costa de Cerqueira, titular da 4ª Vara Criminal e presidente do Tribunal do Júri da comarca. Cabe recurso.
Durante a votação, os jurados acolheram a tese da defesa de Ronaldo e reconheceram que ele teve participação de menor importância no homicídio.
- Eleição para o Senado tem PL em ascensão, centro isolado e nomes tradicionais em risco
- Nova frente fria avança, muda o tempo em Goiás e coloca 152 cidades sob risco de tempestades, com ventos fortes e possibilidade de granizo
- Jovem é morto a tiros enquanto comia espetinho com a namorada em feira de Aparecida de Goiânia
Também foram afastadas as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Eram elas promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.
Com isso, a conduta foi desclassificada para homicídio simples com redução de pena, resultando em 7 anos, 11 meses e 9 dias de prisão pelo assassinato.
Ronaldo também foi condenado por associação criminosa armada, com pena de 2 anos, 4 meses e 16 dias. Pela receptação, recebeu 1 ano, 7 meses e 1 dia, além de 16 dias-multa.
Já pela adulteração de sinal identificador de veículo, a pena foi de 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, além de outros 16 dias-multa.
O magistrado determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado e a prisão imediata.
DESFECHO | Ronaldo Silvano Moreira foi condenado a 16 anos, 7 meses e 31 dias de reclusão pela participação na morte do advogado Cássio Bruno Barroso, assassinado a tiros em frente ao próprio escritório, em Rio Verde.
Leia a reportagem completa em https://t.co/L95yLd3zp9.… pic.twitter.com/v61rTaujfJ
— Portal 6 (@portal6noticias) October 2, 2026
Duas rés foram absolvidas
Na mesma sessão, Andreia Cabral de Souza e Lara Oliveira da Silva foram absolvidas de todas as acusações.
As defesas sustentaram falta de provas e, ao responderem aos quesitos, os jurados negaram a autoria das duas nos crimes imputados.
Com a decisão, a Justiça determinou a expedição imediata de alvará de soltura para Lara, caso ela não estivesse presa por outro motivo.
Andreia também foi absolvida das acusações de homicídio qualificado, associação criminosa, receptação e adulteração.
A defesa de Ronaldo informou que pretende recorrer da pena aplicada.
Relembre o crime
Câmeras de segurança registraram o momento em que o advogado saiu do local e caminhou em direção a uma caminhonete. Enquanto tentava entrar no veículo, ele foi surpreendido pelos disparos.
As investigações apontaram que o homicídio teria relação com uma disputa agrária em Água Boa, também no Mato Grosso. O advogado atuava em uma ação de reintegração de posse de uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões.
Ao longo da apuração, oito pessoas chegaram a ser presas por suspeita de participação no caso.
Em janeiro de 2025, o proprietário da arma apontada como usada no homicídio foi preso em Montes Claros de Goiás.
Já em fevereiro do mesmo ano, um policial penal também foi detido sob suspeita de ter fornecido a arma usada no assassinato. À época do crime, ele exercia a função de diretor no presídio de Mozarlândia.
Outros cinco envolvidos permanecem presos e aguardam julgamento.
Confira as notas dos acusados:
Nota da defesa de Andreia e Ronaldo
“A defesa dos réus Andreia Cabral de Souza e Ronaldo Silvano Moreira vem a público agradecer à imprensa e à sociedade do Município de Rio Verde (GO) pela receptividade, pelo respeito e pela forma como acompanharam o julgamento realizado perante o Tribunal do Júri.
Após dois dias de intensos debates e de minuciosa análise das provas constantes dos autos, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Andreia Cabral de Souza e pela condenação de Ronaldo Silvano Moreira pelo crime de homicídio simples, com reconhecimento da participação de menor importância.
Em casos como este, não há vencedores. De um lado, há uma família enlutada pela perda de um ente querido. De outro, pessoas inocentes que permaneceram presas por longo tempo.
São famílias que sofrem, seja porque um inocente teve sua liberdade privada, seja porque um de seus membros foi condenado. A todas elas, a defesa manifesta seu respeito e sua solidariedade.
A defesa agradece à sociedade de Rio Verde pela acolhida dispensada durante este julgamento e registra seu respeito aos jurados, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e aos servidores que tornaram possível a realização dos trabalhos, com a certeza de que se buscou, acima de tudo, a justiça.
No que tange ao acusado Ronaldo Silvano Moreira, a defesa informa que irá recorrer da pena aplicada, utilizando todos os meios legais cabíveis.
Rio Verde (GO), 1º de outubro de 2026.”
Nota da defesa de Lara
“A defesa de Lara informa que o Conselho de Sentença decidiu por sua absolvição no julgamento realizado nesta quinta-feira, 1º de outubro.
Desde o início, a defesa sustentou que Lara não participou do homicídio que lhe foi imputado. Em plenário, o trabalho esteve concentrado na análise das provas e na demonstração de que a acusação não poderia prevalecer contra ela.
Recebemos o veredicto com emoção, respeito aos jurados e a consciência do dever cumprido.
A dor provocada por um crime merece respeito. A responsabilidade por ele exige prova e deve ser individualizada.
Para a defesa, este resultado representa o compromisso que orientou toda a atuação, que foi assegurar que Lara fosse julgada pelas provas, com sua voz ouvida e seus direitos respeitados.”
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








