Os caças Gripen que protegem o céu de Brasília decolam de Anápolis: conheça a base goiana que virou peça-chave da defesa do país
Instalada no coração de Goiás, estrutura militar opera aeronaves supersônicas e desempenha uma missão estratégica para a segurança nacional

A proteção do espaço aéreo de Brasília, onde estão algumas das principais instituições do país, depende de uma estrutura militar localizada em Goiás.
Desde 24 de fevereiro de 2026, os modernos F-39E Gripen integram oficialmente o serviço de Alerta de Defesa Aérea da Força Aérea Brasileira (FAB).
As aeronaves permanecem em prontidão durante 24 horas por dia, preparadas para decolar rapidamente em caso de acionamento.
A missão fica sob responsabilidade do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), conhecido como Esquadrão Jaguar, sediado em Anápolis.
Segundo a fabricante sueca Saab, os caças conseguem alcançar áreas estratégicas da região central do país em poucos minutos.
A escolha da cidade goiana, entretanto, não é recente. A presença militar está diretamente relacionada à construção de Brasília e à necessidade de proteger a nova capital federal.
Uma história que começou com os Mirage
Criada em 1970, a Base Aérea de Anápolis teve sua estrutura preparada para receber os caças franceses Mirage III, primeiros aviões supersônicos utilizados pela FAB.
A pista começou a operar em 1972. Já em abril de 1973, seis aeronaves Mirage realizaram um voo sobre Brasília, marcando uma nova etapa na defesa do espaço aéreo brasileiro.
Em 1979, a FAB ativou formalmente a Base Aérea de Anápolis e o 1º GDA, consolidando a presença militar na região.
Posteriormente, a unidade recebeu outras aeronaves e passou por modernizações para acompanhar a evolução da aviação de combate.
A chegada dos Gripen representou mais uma transformação. Os caças contam com sensores modernos, sistemas de guerra eletrônica e capacidade de operar em velocidades supersônicas.

Base Aérea de Anápolis passou por adaptações para receber os novos caças supersônicos. (Foto: Sgt Müller Marin / Força Aérea Brasileira)
Além disso, a base recebeu adaptações de infraestrutura para atender às exigências técnicas e operacionais das novas aeronaves.
O programa brasileiro prevê a aquisição de 36 Gripen, sendo 28 da versão monoposto e oito da versão de dois lugares. Em outubro de 2026, o Esquadrão Jaguar operava dez aeronaves do modelo, conforme informações da Saab.
Assim, mais de cinco décadas depois da chegada dos primeiros Mirage, Anápolis mantém uma função para a qual foi escolhida ainda no século passado: servir como um dos principais pontos de defesa do espaço aéreo nacional.
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