Os caças Gripen que protegem o céu de Brasília decolam de Anápolis: conheça a base goiana que virou peça-chave da defesa do país

Instalada no coração de Goiás, estrutura militar opera aeronaves supersônicas e desempenha uma missão estratégica para a segurança nacional

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Base Aérea de Anápolis
Caças F-39 Gripen integram a estrutura de defesa aérea operada pela FAB em Anápolis. (Foto: Sgt Müller Marin / Força Aérea Brasileira)

A proteção do espaço aéreo de Brasília, onde estão algumas das principais instituições do país, depende de uma estrutura militar localizada em Goiás.

É da Base Aérea de Anápolis que operam os caças Gripen responsáveis por missões de defesa aérea no Planalto Central.

Desde 24 de fevereiro de 2026, os modernos F-39E Gripen integram oficialmente o serviço de Alerta de Defesa Aérea da Força Aérea Brasileira (FAB).

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As aeronaves permanecem em prontidão durante 24 horas por dia, preparadas para decolar rapidamente em caso de acionamento.

A missão fica sob responsabilidade do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), conhecido como Esquadrão Jaguar, sediado em Anápolis.

Segundo a fabricante sueca Saab, os caças conseguem alcançar áreas estratégicas da região central do país em poucos minutos.

A escolha da cidade goiana, entretanto, não é recente. A presença militar está diretamente relacionada à construção de Brasília e à necessidade de proteger a nova capital federal.

Uma história que começou com os Mirage

Criada em 1970, a Base Aérea de Anápolis teve sua estrutura preparada para receber os caças franceses Mirage III, primeiros aviões supersônicos utilizados pela FAB.

A pista começou a operar em 1972. Já em abril de 1973, seis aeronaves Mirage realizaram um voo sobre Brasília, marcando uma nova etapa na defesa do espaço aéreo brasileiro.

Em 1979, a FAB ativou formalmente a Base Aérea de Anápolis e o 1º GDA, consolidando a presença militar na região.

Posteriormente, a unidade recebeu outras aeronaves e passou por modernizações para acompanhar a evolução da aviação de combate.

A chegada dos Gripen representou mais uma transformação. Os caças contam com sensores modernos, sistemas de guerra eletrônica e capacidade de operar em velocidades supersônicas.

Base Aérea de Anápolis passou por adaptações para receber os novos caças supersônicos.

Base Aérea de Anápolis passou por adaptações para receber os novos caças supersônicos. (Foto: Sgt Müller Marin / Força Aérea Brasileira)

Além disso, a base recebeu adaptações de infraestrutura para atender às exigências técnicas e operacionais das novas aeronaves.

O programa brasileiro prevê a aquisição de 36 Gripen, sendo 28 da versão monoposto e oito da versão de dois lugares. Em outubro de 2026, o Esquadrão Jaguar operava dez aeronaves do modelo, conforme informações da Saab.

Assim, mais de cinco décadas depois da chegada dos primeiros Mirage, Anápolis mantém uma função para a qual foi escolhida ainda no século passado: servir como um dos principais pontos de defesa do espaço aéreo nacional.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.