Goiás tem 12 municípios produtores de minerais estratégicos que movimentam bilhões no estado
Levantamento oficial identifica cidades goianas ligadas à produção de cobre, ouro, nióbio e terras raras, utilizados em diferentes setores da indústria

Goiás possui 12 municípios identificados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) como produtores de minerais críticos e estratégicos, substâncias utilizadas em setores como tecnologia, energia, indústria e agricultura.
Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, plataforma oficial da ANM que reúne informações sobre produção, investimentos e distribuição das atividades minerárias no Brasil.
Entre as cidades goianas estão Alto Horizonte, Catalão, Ouvidor, Barro Alto, Niquelândia, Crixás, Mara Rosa, Santa Terezinha de Goiás, Mundo Novo, Minaçu, Nova Roma e Mimoso de Goiás.
Quais municípios produzem minerais estratégicos em Goiás?
| Município | Mineral |
|---|---|
| Alto Horizonte | Cobre |
| Barro Alto | Alumínio |
| Catalão | Nióbio |
| Crixás | Ouro |
| Mara Rosa | Ouro |
| Minaçu | Terras raras |
| Mimoso de Goiás | Ferro |
| Mundo Novo | Fosfato |
| Niquelândia | Níquel |
| Nova Roma | Terras raras |
| Ouvidor | Nióbio |
| Santa Terezinha de Goiás | Ouro |
Fonte: Agência Nacional de Mineração (ANM).
Segundo a ANM, essas substâncias possuem aplicações importantes para diferentes atividades econômicas. O cobre, por exemplo, é utilizado em sistemas elétricos e eletrônicos, enquanto o nióbio contribui para a fabricação de ligas metálicas de alta resistência.
As terras raras, por sua vez, são empregadas na produção de ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.
Já o fosfato é uma matéria-prima importante para a produção de fertilizantes, enquanto o níquel possui aplicações na fabricação de aço inoxidável, baterias e ligas metálicas.

Plataforma da Agência Nacional de Mineração apresenta a distribuição territorial das atividades minerárias em Goiás. (Foto: Reprodução/ANM)
Mineração movimentou R$ 13,35 bilhões em Goiás
Além de identificar os municípios produtores, os indicadores oficiais da ANM mostram a dimensão econômica da atividade mineral no estado.
Em 2025, o valor nominal da produção mineral de Goiás alcançou aproximadamente R$ 13,35 bilhões, considerando a produção bruta, a beneficiada e a comercialização de água mineral.
Desse total, R$ 12,78 bilhões corresponderam à produção beneficiada, enquanto a produção bruta somou R$ 270,76 milhões. A água mineral representou outros R$ 289,64 milhões.
Os números abrangem o conjunto da atividade mineral goiana, incluindo substâncias utilizadas na construção civil e em outras atividades econômicas.
Entre os minerais de maior valor de produção beneficiada estão o cobre, com R$ 3,26 bilhões, o níquel, com R$ 2,94 bilhões, e o ouro, com R$ 1,89 bilhão.
O fosfato também aparece entre os destaques, com R$ 1,13 bilhão, seguido pelo nióbio, que movimentou aproximadamente R$ 726,77 milhões em produção beneficiada.
Investimentos ultrapassaram R$ 1,8 bilhão
A ANM também aponta que os investimentos na mineração em Goiás chegaram a R$ 1,84 bilhão em 2025, o equivalente a 4,18% do total nacional registrado no período.
Desse montante, cerca de R$ 1,60 bilhão foi destinado à fase de lavra, que envolve a extração dos recursos minerais. Outros R$ 235,63 milhões foram direcionados à pesquisa mineral.
O levantamento ainda identificou 520 minas e captações de água mineral, além de 177 usinas e complexos em operação no estado naquele ano.
Os dados integram o Portal da Economia Mineral Brasileira da ANM, que disponibiliza indicadores sobre produção, exploração, investimentos e outras atividades relacionadas ao setor.
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