Veja momento em que autores confessam o homicídio de casal em frente a adega em Anápolis
Investigados, de 20 e 28 anos, haviam sido presos pela Polícia Militar (PM) cerca de sete horas após o ataque, mas receberam liberdade após juízo entender que a prisão conteve irregularidades

Vídeos obtidos pela reportagem do Portal 6 registraram o momento em que os suspeitos do duplo homicídio ocorrido em frente a uma adega de Anápolis confessam o envolvimento no crime.
Em um dos vídeos, um dos investigados explica como teria sido organizada a ação.
“Me chamara para ir lá. Estava defendo um favor para eles. Eu estava devendo um favor para eles, então foram e me chamaram hoje”, disse, enquanto era questionado por um militar.
Depois, questionado sobre quem deu os tiros, ele responde: “Eu”.
Na segunda prisão, do suspeito mais velho, o investigado também confirma o envolvimento na ação. No vídeo, o policial questiona como foi a ‘cena’. O preso afirma: “Só fui na pilota. Só pilotei”, diz o investigado.
Os investigados, de 20 e 28 anos, haviam sido presos pela Polícia Militar (PM) em Campo Limpo de Goiás, cerca de sete horas após o ataque. Nesta terça-feira (20), porém, eles foram soltos após a Justiça apontar irregularidades na prisão.
VÍDEO | Vídeos obtidos pela reportagem do Portal 6 registraram o momento em que os suspeitos do duplo homicídio ocorrido em frente a uma adega de Anápolis confessam o envolvimento no crime.
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— Portal 6 (@portal6noticias) October 21, 2026
Prisão considerada ilegal
Na audiência de custódia, ocorrida na segunda-feira (19), o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, determinou o relaxamento das prisões por considerar que elas não atenderam aos requisitos legais do flagrante.
Segundo o magistrado, o primeiro abordado estava em um Fiat Palio branco, sem armas ou objetos que, naquele momento, permitissem relacioná-lo ao homicídio.
Os armamentos foram encontrados posteriormente, em uma propriedade rural. Na avaliação do magistrado, a ligação dessas armas com as mortes ainda precisava ser esclarecida.
O juiz também questionou a entrada dos policiais em imóveis aparentemente sem mandado judicial. Quanto às confissões atribuídas aos suspeitos, apontou possíveis irregularidades nas condições em que foram obtidas, mas não concluiu sobre a validade das declarações.
Diante desse conjunto de circunstâncias, ele considerou as prisões ilegais. Ao determinar a expedição dos alvarás de soltura, o magistrado ressalvou que os investigados deveriam permanecer presos caso houvesse outro motivo legal.
Também ordenou o envio dos autos ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e à Corregedoria da PM para apuração dos fatos e dos relatos de agressões apresentados na audiência.
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