Sindicato defende reforço na segurança de unidades de saúde após médica de Anápolis relatar perseguição de ex-paciente
Ao Portal 6, a Prefeitura e a Funev informaram que prestaram apoio à profissional e detalharam as medidas adotadas para protegê-la

O Sindicato dos Médicos de Anápolis (Simea) defendeu que unidades de saúde reforcem o controle de acesso e adotem medidas para proteger profissionais ameaçados, inclusive na saída dos plantões.
A manifestação veio após uma médica relatar à polícia que um jovem de 24 anos, atendido por ela em julho, passou a procurá-la nas redes sociais e a aparecer nas unidades de saúde onde ela trabalha.
Em resposta ao Portal 6, o procurador jurídico do sindicato, André Chavante, afirmou que as direções das unidades devem acionar a segurança assim que recebem um relato de perseguição e agir para impedir aproximações indevidas.
A entidade também defendeu que os hospitais tenham protocolos para comunicar ameaças e proteger os profissionais.
“Também é fundamental que a vítima procure imediatamente a Assessoria Jurídica do SIMEA, as autoridades policiais, especialmente a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, quando cabível. Sinais de perseguição não devem ser ignorados, complementou.
O Simea informou que ainda não recebeu denúncia formal sobre o episódio e colocou sua assessoria jurídica à disposição da médica.
A entidade também disse que não recebeu, em 2026, denúncias formais de perseguição semelhantes à relatada pela profissional.
UPA acionou a PM uma semana antes da nova ocorrência
Por outro lado, a Prefeitura de Anápolis informou ao Portal 6 que a médica comunicou à equipe, em 27 de outubro, que o jovem estava na UPA Alair Mafra.
Na ocasião, ela relatou que vinha sendo procurada havia cerca de três meses, tanto pessoalmente quanto por meio de perfis falsos nas redes sociais.
Segundo a unidade, a equipe levou a médica para um ambiente reservado, acionou a vigilância armada e passou a acompanhar a situação pelas câmeras.
A Polícia Militar compareceu ao local e, conforme a nota, informou que naquele momento não havia condições para conduzir o jovem à delegacia. A direção dispensou a profissional do restante do plantão e a orientou a registrar um novo boletim de ocorrência.
Por fim, na noite de 3 de novembro, o jovem voltou à UPA durante um plantão da médica, que acionou a PM. A unidade informou que houve uma ação conjunta com a área de inteligência policial naquela data.
A ocorrência foi registrada como perseguição e encaminhada à Polícia Civil.
A Secretaria Municipal de Saúde e a Funev informaram que a UPA dispõe de vigilância armada, câmeras e controle de acesso. A unidade também solicitou à coordenação médica uma mudança na escala da profissional.
As respostas ao Portal 6 não informam se a alteração chegou a ser implementada.
Médica relatou que deixou de sair sozinha dos plantões
A médica atendeu o jovem em 22 de julho, no Hospital Alfredo Abrão. Ela contou à polícia que, após a consulta, ele passou a procurá-la no Instagram e no TikTok e criou novos perfis à medida que ela bloqueava as contas.
Segundo a profissional, ele também começou a aparecer nas unidades onde ela trabalha em dias de plantão.
A médica relatou que passou a contar com o namorado para buscá-la ao fim do expediente porque já não se sentia segura para sair sozinha.
A Funev afirmou que segue as exigências aplicáveis à divulgação de escalas médicas. As notas não esclarecem como o jovem soube dos horários da profissional.
Confira na íntegra as notas da Prefeitura de Anápolis e da Funev:
Prefeitura de Anápolis
“A Secretaria Municipal de Saúde e a Funev informam que, no dia 27 de outubro de 2026, uma médica comunicou à equipe da unidade a presença de um indivíduo que vinha apresentando comportamento persecutórios há aproximadamente três meses, incluindo abordagens presenciais, em locais diversos, e pelas redes sociais por meio de perfis falsos.
Imediatamente, a médica foi acolhida e encaminhada a um ambiente reservado. A vigilância armada foi acionada, realizando o acompanhamento presencial e o monitoramento pelas câmeras de segurança. A Polícia Militar também foi acionada e compareceu à unidade, mas informou não estarem presentes as condições para condução do indivíduo à delegacia naquele momento. Assim, a profissional foi dispensada e orientada a registrar um novo boletim de ocorrência.
A unidade dispõe de vigilância armada, câmeras de monitoramento e controle de acesso, recursos destinados à segurança dos profissionais, colaboradores e usuários. Como medida preventiva adicional, foi solicitada à coordenação médica a readequação da escala de plantões da profissional.
Quanto à divulgação das escalas médicas, a FUNEV esclarece que observa as diretrizes e exigências legais aplicáveis à disponibilização dessas informações. Ressalta, ainda, que, conforme relato da profissional, o indivíduo já demonstrava conhecimento prévio de seus horários de entrada, saída e plantões, inclusive em outros locais onde frequentava.
A UPA Alair Mafra reafirma seu compromisso com a segurança dos profissionais e usuários, destacando a pronta atuação da equipe e a adoção das providências institucionais cabíveis, em colaboração com as autoridades competentes.”
Funev
A UPA Alair Mafra, informa que, no dia 27 de outubro de 2026, uma profissional médica comunicou à equipe da unidade a presença de um indivíduo que, segundo seu relato, vinha apresentando comportamentos persecutórios há aproximadamente três meses, incluindo abordagens presenciais e contatos por meio de perfis falsos nas redes sociais, inclusive em outros locais frequentados pela profissional.
Imediatamente após a comunicação, a médica foi acolhida e encaminhada a um ambiente reservado, sendo a Direção da unidade informada. A vigilância armada foi acionada, realizando o acompanhamento presencial e o monitoramento pelas câmeras de segurança. A Polícia Militar também foi acionada e compareceu à unidade, ocasião em que, após avaliação da ocorrência, informou não estarem presentes as condições para condução do indivíduo à delegacia naquele momento.
A profissional foi dispensada do restante do plantão e orientada quanto às providências legais cabíveis, incluindo o registro de novo boletim de ocorrência.
A unidade dispõe de vigilância armada, câmeras de monitoramento e controle de acesso, recursos destinados à segurança dos profissionais, colaboradores e usuários. Como medida preventiva adicional, foi solicitada à coordenação médica a readequação da escala de plantões da profissional.
Adicionalmente, no dia 3 de novembro de 2026, foi realizada uma ação conjunta com a área de inteligência policial, dando continuidade às providências relacionadas ao caso.
Quanto à divulgação das escalas médicas, a unidade esclarece que observa as diretrizes e exigências legais aplicáveis à disponibilização dessas informações. Ressalta, ainda, que, conforme relato da profissional, o indivíduo já demonstrava conhecimento prévio de seus horários de entrada, saída e plantões, inclusive em outros locais onde frequentava.
A UPA Alair Mafra reafirma seu compromisso com a segurança dos profissionais e usuários, destacando a pronta atuação da equipe e a adoção das providências institucionais cabíveis, em colaboração com as autoridades competentes.
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