Nostalgia
O escritor gosta muito de falar sobre sentimentos. Pode ser porque esteja aflorado em sua vida ou porque é inerente do ser humano.
Dos vários tipos de sentimentos existentes decidi nessa ocasião falar sobre saudades, nostalgia.
Serei um pouco melancólico.
Escrever sobre saudades alivia a dor de quem escreve e de quem quer reviver momentos em sua memória, aqueles que nunca mais irá reviver e, talvez, a razão para que a saudade seja tão assustadora é porque as vezes você não pode convidar a pessoa que ama para viver de novo.
Tem momentos na vida que queremos repetir. Queremos de novo porque aquilo que é/foi inesquecível merece a alegria vivida.
De todas as formas de saudades que existe a que o escritor traz é uma das mais doloridas porque é a saudade que uma pessoa deixa por deixar de viver. Esta saudade está interligada com o segredo da vida e com o desligamento dela, sobre a dor que as pessoas deixam ao irem para o desconhecido; que ninguém sabe falar direito. A incógnita da morte.
Tememos a morte porque ela é a última fronteira. O ultimo suspiro. E, por mais que a vida esteja difícil, queremos viver. E, viver, é bom. E ter alguém que se ama para viver junto é melhor ainda.
Porém, o quê fazer quando a pessoa que se ama já não esta entre nós?
Aí só resta a saudades!
E como dói pensar em algo e não viver aquilo. Não por conta do ter medo, da falta de coragem, mas sim pela ausência ausência. Por isso quero quer repassar aos leitores uma dica preciosa: aproveite ao máximo quem você ama.
A dor de não ter mais uma pessoa do seu lado é horrível. Shakespeare tinha muita razão quando diss que “todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
Por isso, aproveite os segundos, os milésimos de segundos. Até os nanosegundos, se possível! Porque depois será só lembranças. Depois você só poderá reviver na sua memória.
A vida não lhe dará à oportunidade de reconstituir a matéria, os átomos, a energia, os sentimentos da pessoa que ama para reviver.
Viver é único, temos apenas uma oportunidade, e como diz um proverbio: “são três coisas que não voltam atrás, oportunidade, a flecha e a palavra lançada”.
Termino este com uma frase do grande poeta brasileiro Mário Quintana:
“O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo…”
Flávio Olimpio é graduando em Química Industrial pela UEG. Gosta de refletir sobre tudo, principalmente sobre a vida. Escreve aos domingos.