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Adolescente atropelado no Copacabana tem morte cerebral decretada no HUANA

Informação foi confirmada pela reportagem do Portal 6 com o pai de Itamar Junior

Avatar Danilo Boaventura -
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Itamar Gomes e Silva Junior, de 17 anos, atropelado no bairro Copacabana no último sábado (12), teve morte cerebral decretada no final da tarde desta quarta-feira (16), no Hospital Estadual de Urgências Dr. Henrique Santillo (HUANA).

A informação foi confirmada pelo Portal 6 com o pai do adolescente, Itamar Gomes e Silva, de 46 anos.

Segundo ele, Itamar Junior teve uma parada cardíaca durante a madrugada e, desde então, houve um agravamento do quadro clínico.

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“Meu filho era um menino de sonhos e eles foram subtraídos”, desabafou.

Investigação

Na segunda-feira (14), o Portal 6 teve acesso ao primeiro depoimento dado por Wagner Mendes de Jesus, de 22 anos, na Central de Flagrantes, no dia do atropelamento. Ele era um dos ocupantes do Vectra Elegance dirigido por Marcos André, de 18 anos.

Segundo Wagner, o carro estava há 120km/h e Marcos André dirigia em zigue-zague. Itamar Junior, que estava na calçada, chegou a ser visto por todos eles. Porém, conforme o depoimento, o motorista perdeu o controle do veículo.

Wagner disse que ainda tentou puxar o freio de mão para tentar parar o carro, mas não adiantou. A vítima foi atingida em cheio e arremessada metros adiante contra o portão de uma residência, fraturando vértebras que o deixaram paraplégico e com traumatismo craniano. Nenhum dos três ocupantes do veículo quiseram descer para prestar socorro e fugiram do local.

Na terça-feira (15), Marcos André se apresentou à Polícia. Em depoimento ao delegado Manoel Vanderic, titular da Delegacia de Trânsito, ele deu uma versão diferente sobre o atropelamento. Disse que estava a 60km/h e que Itamar Junior não estava na calçada e foi atropelado porque precisou desviar de um carro.

Como esperou passar o flagrante, Marcos André não foi preso. Porém, uma perícia já foi realizada no local para descobri a que velocidade o veículo estava naquele momento.

“Temos que aguardar os laudos para ver a velocidade que ele estava, se desrespeitou as regras de transito, se foi culpa exclusiva do motorista, só que eu preciso ser cauteloso, porque de um lado é a vida de um menino e a sensação de Justiça da família e do outro a liberdade de um rapaz. Houve uma contradição no caso porque um dos passageiros, no dia do atropelamento, já na Central de Flagrantes, tinha dado uma versão de que o motorista estava em alta velocidade, dirigindo de forma perigosa quando atropelou a vítima. Quando se apresentou aqui ele mudou a versão e disse que o Marcos estava dirigindo normal e tentou desviar de um carro quando atropelou o Itamar que estaria na beirada no meio fio”, contou Manoel Vanderic.

Essa mudança de versão, segundo o delegado, pode ocorrer devido ao fato de que as duas testemunhas que estavam no veículo são amigas do motorista e não iriam incriminá-lo. Apesar disso, independente de estar próximo ao meio-fio ou na calçada, a tipificação do possível crime não será mudada.

“A vítima estar no meio-fio ou na calçada não muda em nada. Agora a questão da embriaguez ficou prejudicada porque ela seria demonstrada por provas testemunhais, mas as testemunhas que estavam no carro são amigos do motorista e tem o mesmo advogado. Só que no caso do crime de trânsito, como lá ficou a frenagem dos pneus e os danos no meio fio, vamos conseguir facilmente descobrir a velocidade aproximada que ele estava dirigindo”, disse.

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