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Saneago reafirma que não faltará água em Anápolis e pede uso racional à população

Cidade já está no período de estiagem, que deve durar até meados de setembro

Durante café da manhã com a imprensa nesta sexta-feira (15), no auditório da ETA de Anápolis, técnicos e executivos da Saneago reafirmaram que as medidas de curto prazo implementadas pela companhia garantirão o pleno abastecimento de água potável na cidade durante o período de estiagem, compreendido entre junho e meados de setembro.

Fazem parte dessas medidas emergenciais, já concluídas, a transposição do Rio Capivari para o Piancó, aumentando a vazão do atual reservatório; o término de grandes poços tubulares em regiões altas da cidade; o diálogo para captação consciente por parte de produtores agrícolas na bacia do Piancó e o combate às perdas de água com vazamentos – que em Anápolis chegam a 38%.

“O dever de casa a Saneago está fazendo. Com a seca brava as pessoas tendem a consumir mais água. Por isso, é muito importante essa ajuda da imprensa para lembrar a população que ela precisa reduzir o consumo da água, não ficar muito tempo no chuveiro, não usar vassoura hidráulica para lavar calçada. Ou seja, fazer a economia no dia a dia, que ajuda e é muito importante nessa época”, pede o presidente da Saneago Jalles Fontoura.

Ao centro, Jalles Fontoura, presidente da Saneago. (Foto: Danilo Boaventura)

Para iniciar as medidas de longo prazo, no entanto, a companhia precisará liber os recursos do financiamento feito junto à Caixa Econômica Federal.

“O contrato-programa entre a Saneago e a Prefeitura traz a solução definitiva [para acabar com a falta d’água] a partir do investimento de R$ 115 milhões para a construção de uma nova captação de água no Capivari e a duplicação da estação de tratamento da ETA daqui de Anápolis. Faltam ainda a aprovação na Câmara e a assinatura do contrato com a Prefeitura”, detalhou Jalles.

Quedas de energia

Mesmo com as ações emergenciais para não faltar água em Anápolis, a Saneago tem tido problemas com a Enel (ex-Celg). São recorrentes as quedas de energia elétrica na base de captação e o não bombeamento da água repercute diretamente no abastecimento.

Gerente da Saneago em Anápolis, Tânia Valeriano contou que a companhia tem recorrido à Justiça para cobrar mais agilidade no restabelecimento do serviço por parte da Enel.

“A diretoria da Saneago tem tratado essa questão com Enel, inclusive com processo. Problemas operacionais acontecem em qualquer sistema, em qualquer empresa e é compreensível. Os problema de falta de energia de curta duração, o nosso sistema comporta. Agora, o grande problema, e aconteceu nas últimas vezes, é a longa demora no atendimento. E foi isso que gerou esse problema de desabastecimento [recentemente]”, disse.

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