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Suspeita da variante Delta em Anápolis: já é o momento de se preocupar?

Além de mais transmissível, ela provoca sintomas diferentes dos causados pela cepa original. Médico infectologista alerta para os cuidados para evitar a disseminação

Rafaella Soares Rafaella Soares -
(Foto: Divulgação / Peter Ilicciev)

Desde o anúncio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) de que há em Anápolis um caso suspeito da variante Delta do novo coronavírus, são várias as pessoas que ficaram ainda mais preocupadas e apreensivas.

Isso porque ela, além de mais transmissível, provoca sintomas específicos semelhantes aos de resfriados, diferentes dos causados pela cepa original, e faz com que as pessoas não deem a devida importância e continuem circulando.

Em conversa com o Portal 6, o infectologista Marcelo Daher explicou que o momento é de alerta, já que a Delta “vem ganhando espaço e é uma das únicas variantes que está circulando em todos os continentes”.

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“É uma variante que provavelmente vai dominar pelas suas características, que são maior transmissibilidade, necessidade de menor carga viral para causar a doença e capacidade de escapar, em parte, da imunidade da vacina, não causando doença grave, mas sendo capaz de infectar”, explicou.

Marcelo Daher é médico infectologista em Anápolis. (Foto: Vanúbia Corrêa)

Atualmente, o Distrito Federal já passa por um surto da cepa e, conforme a SES-GO, ainda não há detecção de transmissão comunitária em Goiás.

No entanto, conforme o infectologista, a situação pode mudar, uma vez que a previsão é que a Delta ainda seja responsável por muitos dos casos registrados no futuro, não apenas em âmbito local, mas mundial.

“A preocupação agora é em continuar mantendo os cuidados. [As pessoas] precisam preocupar em evitar aglomerações e não achar que a doença está sob controle, porque ela não está”, pontuou.

“Os casos estão acontecendo e não é hora para relaxar, até porque a vacinação caminha a passos lentos. A gente precisa acelerar [a imunização] e tentar manter a transmissão em um baixo nível. Quando a vacinação tiver andado bastante, vamos ter mais tranquilidade”, acrescentou.

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