Idoso que ameaçou matar juiz em Anápolis volta para cadeia

Novo mandado acontece após a publicação de “vídeo sangrento” em que ele tenta intimidar mais autoridades

Da Redação -
Corredor do Centro de Inserção Social Monsenhor Luiz Ilc, a cadeia pública de Anápolis. (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Anápolis cumpriu, no Recanto do Sol, bairro da região Nordeste de Anápolis, um mandado de prisão preventiva contra um idoso, de 61 anos, que há tempos decidiu ameaçar e ofender servidores e autoridades públicas da cidade.

A ação foi divulgada nesta quarta-feira (17) pela corporação, que revelou que o suspeito é investigado pelos crimes de calúnia e coação no curso do processo (usar violência ou grave ameaça, a fim de favorecer a si próprio, contra autoridades).

O Portal 6 apurou que o mandado de prisão foi expedido pela 3ª Vara Criminal, depois que o idoso usou o Tik Tok para publicar um vídeo no qual aparece com filtros que reproduzem marcas de tiros e sangue no rosto.

No registro, ele afirma estar “com gosto de sangue”  e que “quer comer um punhado de procuradores e procuradoras”.

O Ministério Público (MP), sob posse da filmagem, apresentou uma denúncia à Justiça solicitando que ele fosse detido, uma vez que, nas imagens, fica “claro que pretende concretizar ameaças de morte já feitas, razão pela qual é evidente o perigo gerado pelo estado de liberdade, sendo necessário o cárcere para resguardar a ordem pública.”

Entenda

O suspeito já tem um extenso passado de ações da mesma natureza. Ele havia sido preso no último mês de outubro por ter prometido assassinar servidores da Prefeitura de Anápolis, um oficial de Justiça e um juiz da cidade.

Todo o “nervosismo” teria sido provocado porque o idoso tinha barracas irregulares em um dos canteiros da Avenida Brasil Norte, onde deve ser construído o Parque Linear, e elas foram arrancadas para cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse e despejo.

Consta na denúncia do MP que, durante as ameaças, ele dizia que “muitas pessoas iriam morrer” e já havia sido do crime, por isso “para voltar a delinquir, pouco custava”.

Por causa do comportamento agressivo, alguns servidores ficaram com medo e tiveram de trabalhar de casa. O magistrado também precisou ter a segurança reforçada.

Na ocasião, ele foi mantido preso ao passar por audiência de custódia. Porém, assim que a juíza responsável pela detenção entrou de férias, a defesa entrou com um pedido de liberdade, que foi concedido por um substituto.

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