MP promete investigar liberação de Sérgio de Moraes em delegacia na madrugada

Caso, que terminou com a morte de entregador de aplicativo, já corre em duas repartições diferentes do órgão

Rafaella Soares -
Sede Promotoria em Anápolis. (Foto: Reprodução)

A colisão frontal que resultou na morte do entregador de aplicativo Wilkinson Leles do Nascimento, de 38 anos, no último domingo (09), em Anápolis, já corre em duas repartições diferentes do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Na 1ª vara criminal, sob responsabilidade do promotor Denis Bimbati, o acidente de trânsito deverá ser analisado como um todo logo que o inquérito for concluído pela Polícia Civil. Por isso, nada relacionado ao caso deverá ser comentado por hora.

No entanto, o fato de o motorista responsável pela colisão, o advogado Sergio Fernandes de Moraes, ter se apresentado na Central de Flagrantes durante a madrugada de quarta-feira (12) e não na Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (DICT), que está à frente investigação, fez surgir um novo desdobramento.

Isso porque a Justiça já havia emitido um mandado de prisão contra o condutor, que não foi cumprido porque estava em sigilo, fazendo com que ele pudesse sair pela porta da frente da unidade.

Por causa disso, a promotora Renata Ribeiro, da 11ª Promotoria de Justiça, informou ao Portal 6 que, em decorrência da situação, um procedimento chamado “notícia de fato” será instaurado para realizar diligências preliminares.

O objetivo, segundo ela, é “apurar se houve alguma ilegalidade por parte da polícia civil na condução do caso que possa eventualmente configurar ato de improbidade administrativa.”

Enquanto isso, já que Sérgio não se apresentou na própria Delegacia de Trânsito, ele fica sendo considerado como foragido da Justiça. O sigilo, porém, não estaria mais em vigor, de forma que o mandado possa ser cumprido por qualquer policial.

Com a palavra o promotor Denis Bimbati, da 1ª vara criminal de Anápolis

“Em relação aos fatos em investigação, ainda não nos manifestaremos pois o inquérito policial ainda não foi concluído, o que deve acontecer em breve. Nessa ocasião, será avaliado todo o conjunto probatório produzido pela autoridade policial e o Ministério Público formará sua opinião jurídica sobre o caso, adotando as providências pertinentes. Em relação à apresentação de suposto investigado e respectivo interrogatório em sede de plantão policial, sem a ciência e participação do delegado titular, tais circunstâncias foram formalmente repassadas para os promotores de Justiça com atribuições no controle externo da atividade policial e de defesa do patrimônio público (probidade administrativa) para ciência e providências legais.”

Com a palavra a promotora Renata Ribeiro, da 11ª Promotoria de Justiça

“A promotoria do patrimônio público recebeu a informação encaminhada pelos promotores criminais com atuação no caso. O procedimento agora é instaurar uma “notícia de fato” onde serão realizadas diligências preliminares a fim de se apurar se houve alguma ilegalidade por parte da polícia civil na condução do caso que possa eventualmente configurar ato de improbidade administrativa.”

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