Minha Casa Minha Vida apresenta crescimento em Goiás, mas ainda fica muito abaixo de outros estados
Apartamentos do programa não representam nem 12% do estoque total disponível para as cidades goianas
O mercado imobiliário de Goiás demonstrou sinais de crescimento em 2024, muito disso impulsionado pela elevação do teto de preço dos imóveis financiados pelo programa Minha Casa Minha Vida.
No estado, o volume de unidades lançadas praticamente dobrou em relação ao ano anterior, passando de 1.936 para 3.704 apartamentos dentro do programa, conforme dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).
Seguindo a métrica, o número de vendas também apresentou um aumento considerável, saindo de 1.482 para 3.020 unidades, representando mais de 100% da quantidade da mostra anterior.
Apesar desse crescimento, Goiânia não se destaca como uma forte localidade para empreendimentos inclusos no programa, sendo que o município possui somente 1.270 unidades, cerca de 12% do estoque total.
Esse percentual mantém Goiânia isolada nos imóveis de alto padrão e deixa a cidade muito abaixo de outras capitais, como São Paulo (SP), onde o mercado imobiliário chega a ser composto 50% pelo Minha Casa Minha Vida.
Essa falta de representação, no entanto, diverge entre especialistas, mas um consenso entre eles é a própria legislação municipal, que tem dificultado o desenvolvimento de novos projetos voltados à habitação social.
Aparecida de Goiânia
Para se ter ideia, até mesmo fortes centros do programa em Goiás ainda apresentam baixos volumes, como Aparecida de Goiânia, também na Região Metropolitana da capital.
O mercado imobiliário do município tem grande incidência do Minha Casa Minha Vida, compondo boa parte de todos os imóveis da localidade.
Apesar disso, a cidade conta com apenas 475 apartamentos nesta modalidade, o que equivale a 4,6% do total de 10.305 imóveis em estoque — sinal de que esse número poderia ser ainda maior.
Segundo o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, a situação é parecida com a vizinha Goiânia: reflexos de uma legislação municipal que dificulta o desenvolvimento de projetos imobiliários.
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